Graciliano

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“No prêmio Jabuti deste ano, minha torcida na categoria Romance foi para Uma parede no escuro, de Altair Martins. O vencedor foi Moacyr Scliar, Altarir não ficou nem entre os três. Na categoria Crítica Literária, acendi uma vela para Graciliano Ramos: Um escritor personagem, de Maria Izabel Brunacci, que também não subiu ao pódio, no topo do qual ficou Monteiro Lobato: Livro a livro. (Isso não prova a superioridade de prêmios sobre o julgamento individual do leitor, claro, mas de qualquer forma, nos próximos anos os concorrentes fazem melhor em dispensar minha torcida.)

O grande mérito de Maria Izabel é mostrar de que forma Graciliano fez com que sua literatura dialogasse intensamente com as propostas intelectuais de sua época, e de como, assim, ela acabou se elevando (e muito, em alguns momentos) da média da produção nacional.” Daniel Lopes

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