Grupo Estandarte de Teatro – Ultrassonografia No. 001

Seria de se esperar que uma coluna sobre Teatro apresentasse resenhas críticas acerca de espetáculos em cartaz. No entanto, para concretizar minha colaboração com o SUBSTANTIVO PLURAL, escolhi realizar uma série de entrevistas com artistas de Teatro, visando conhecer um pouco mais acerca dos seus processos criativos e realizar uma sondagem sobre criações ainda em fase de gestação e que, esperamos, em breve, irão estrear em palcos, ruas e demais tipologias cênicas, despertando nossos sentidos para a força e vigor da experiência teatral, aliás, mais necessária que nunca em nosso mundinho virtual/presencial de cada dia.

Grupo Estandarte de Teatro – Ultrassonografia No. 001, realizada em 13.07.2016.

Numa 4a feira, por volta das 20:30, fui ao espaço cultural TECESOL, no bairro de Pirangi, Natal, RN, para conversar com Lenilton Teixeira, Dinha Vitor, Marinalva Moura, Themis Suerda, Paulo Henrique Borges e Jefferson Fernandes, Esta é uma das muitas formações do Grupo Estandarte de Teatro ao longo de seus 30 anos de atuação, entre as quais incluiu este que vos escreve, que engatinhava no mundo do Teatro, amparado pelas mãos do Estandarte, no final dos anos 80 e início dos 90.

estandarte2Para o espetáculo cujo processo iremos abordar, o Estandarte conta com o auxilio luxuoso do ator e dramaturgo César Ferrário (Clowns de Shakespeare) que coordena uma dramaturgia estruturada sobre construções coletivas, na qual dramaturgo, atores e direção, mergulham em processos criativos e improvisacionais que visam urdir a melhor tessitura possível entre palavras, ações cênicas e visões de mundo, oscilando entre o documento e a fábula, na abordagem de temas atuais e relevantes.

O ponto de partida deste espetáculo, ainda sem título e previsão de estréia, em construção pelo Estandarte, é um fato real, ocorrido no município de Itajá, RN, há 200km de Natal, quando, no dia 15 julho de 2015, cinco mulheres foram assassinadas em um bar, conhecido como um local de prostituição, vulgo “casa de drinks” ou, também,”cabaré”. O crime foi amplamente noticiado pela imprensa e ficou conhecido como a “Chacina de Itajá”.

As cinco vítimas, que tinham entre 17 e 32 anos, tiveram seus corpos expostos do modo usualmente banal e pouco respeitoso com que a imprensa policial sensacionalista e as autoridades policiais tratam os corpos das vítimas de crimes violentos, em particular, aquelas que se encontram em uma condição social e econômica menos favorecida, ainda mais se, sobre estas vítimas, pairam qualificações como “prostitutas” e “sapatões”, assassinadas em um “cabaré” de beira de estrada.

Em suas montagens mais recentes, a exemplo de “Desaparecidos”(2011), cuja dramaturgia partiu de fatos envolvendo desaparecimentos de crianças na periferia de Natal, RN, a produção teatral do Estandarte vem se destacando pela abordagem de fatos sociais reais, que guardam muitas camadas de “verdades”, que se depositam sobre a construção destas ocorrências, tanto pelo modo como são narradas pela imprensa, tratadas pelas autoridades competentes e absorvidas pela sociedade que as produz, como também, pelo modo como estes fatos impactam a vida das pessoas mais diretamente atingidas por essas tragédias cotidianas.

O potencial teatral deste tipo de abordagem não reside somente nas histórias de vida das vítimas, dos familiares e pessoas mais próximas, que se vêem repentinamente impactadas, em maior ou menor grau, por estes acontecimentos, mas, também, e principalmente, como artistas e público, aparentemente mais distanciados das consequências destes fatos podem, por meio da construção e apreciação da cena teatral, refletir e implicar-se acerca dos diversos aspectos e “disfarces” contidos nestes fragmentos cotidianos. Questões como violência contra mulheres e crianças, preconceitos de gênero e condição social, relações entre narratividade, memória e poder, entre outros, constituem um material singular sobre o qual qualquer dramaturgo, de Sófocles à Nelson Rodrigues, adoraria se debruçar com grande empenho e voracidade. Portanto, o Estandarte cumpre, nesta perspectiva, o seu papel na manutenção das melhores tradições do teatro universal.

Nas montagens que caracterizam a produção recente do Estandarte a questão do Corpo se apresenta como um elemento estruturante. Desde a questão do corpo invisível, na montagem “Matrióchka” (2007), inspirada na obra de Ítalo Calvino, “O Cavaleiro Inexistente”, passando pelo corpo epidêmico, segregado e violado em “Uma Coisa que Não Tem Nome”(2005), inspirado na obra de José Saramago, “Ensaio sobre a Cegueira”, até a questão do corpo sequestrado e ausente, em “Desaparecidos”(2014). Pode-se dizer que, nesta nova montagem, ora em curso, o Grupo Estandarte parte da premissa do corpo profanado, tanto física quanto simbolicamente.

O que chamou a atenção do Grupo Estandarte para os aspectos envolvidos na chamada “Chacina de Itajá”, foi um artigo da jornalista Sheyla Azevedo, publicado no NOVO JORNAL, em 28 de julho de 2015, destacando e constatando que o impacto gerado pela morte de galos pelo IBAMA, depois do desmonte de uma rinha pela polícia, havia gerado mais divulgação pelos meios de comunicação e comoção junto à população do que o assassinato das cinco mulheres, em Itajá.

Desde então, o grupo tem se debruçado sobre o caso, levantando informações e procurando entender e revelar aspectos omitidos pela divulgação dada pela imprensa, bem como abordar o tema de modo mais humanizado, sem analisar o caso a partir de julgamentos de valores acerca das vidas das vítimas, mas sim compreende-las como mulheres que, como qualquer outra pessoa, tinham sonhos e projetos de vida, que foram bruscamente interrompidos pela passionalidade machista do assassino, que comandou impiedosamente a execução das vítimas.

Do ponto de vista cênico, teatral, o Grupo Estandarte vem investindo em um exaustivo processo de investigação e criação para que o espetáculo, sobre um tema tão árduo e doloroso, não seja simplesmente um relato da dor, mas que também possa, esteticamente falando, oferecer para a platéia o prazer de ver como a inteligência criativa do artista enfrenta e contorna os obstáculos do processo e das escolhas artísticas, visando produzir em nós, espectadores, o reencantamento de constatar como a arte do teatro tem a capacidade de articular as mais fascinantes estratégias para nos dizer coisas que nos façam refletir, por mais duras e difíceis que estas possam ser.

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AUDIOGRAMAS (fragmentos transcritos de registros sonoros de entrevistas realizadas com os criadores teatrais, de modo a nos fornecer pistas de como está se desenvolvendo a criatura em gestação)

Sávio Araújo, César Ferrário, Paulo Borges, Themis Suerda, Marinalva Moura e Jefferson Fernandes. Agachado, Lenilton Teixeira, Foto: Acervo Sávio Araújo
Sávio Araújo, César Ferrário, Paulo Borges, Themis Suerda, Marinalva Moura e Jefferson Fernandes. Agachado, Lenilton Teixeira, Foto: Acervo Sávio Araújo
“Uma das características bem marcantes deste grupo é que ninguém deixou seus trabalhos para fazer só teatro. Todos têm seus empregos e vêm, se encontram prá fazer…”(Dinha Vítor – Atriz)

“Percebo também que o grupo tem uma preocupação maior com a pesquisa teatral/política/social, deixando em segundo plano a questão de estar com trabalhos finalizados em cartaz.” (Paulo Borges – Ator)

“Nós somos isso, um Grupo, e o que nos representa, enquanto identidade é o que a gente quer dizer socialmente… Você parte de um fato social e quer questionar aquilo, quer fazer refletir sobre aquilo e, ao nos provocarmos, também queremos provocar socialmente” (Marinalva Moura – Atriz)

“A gente percebe que há uma aproximação com a parte reflexiva daquilo que se tipifica como sendo ‘Teatro Documental’ (…) O processo se dá pelo movimento sistemático em que essas marcas do cotidiano, ou do fenômeno, são incorporados. Há um imbricamento com o próprio itinerário das atrizes e atores, de modo que estas três camadas vêm para a cena: o ficcional, o itinerário pessoal dos atores e das atrizes e o itinerário social do tema que foi incorporado. O processo criativo entre dramaturgia e cena se dá, costurado por processos improvisacionais, de tal modo que o percurso da gente, de pensar sobre isso, faz com que a gente perceba uma similitude com o que vem sendo teoricamente chamado de Teatro Documental, mas, no momento, o Grupo não se sente confortável e não tem elementos sistematizados prá dizer que é uma abordagem que se tipificaria como Teatro Documental, o que há é uma aproximação. (…) A gente não tem procuração para falar por ninguém e, em função disso, nós não queremos levantar bandeiras das pessoas e etc., mas pensar de que maneira essas questões dizem respeito à gente, de que maneira isso nos afeta e sobre importância de falarmos sobre isso (…) E o que nos permite, não apenas contar estas temáticas que não possuem determinada visibilidade, mas contá-las de outra maneira, porque esse é o ofício do Teatro”. (Jefferson Fernandes – Encenador)

“Lá, no início do processo, a gente fez um conjunto de exercícios (…) embora o processo tenha desdobrado muito desde lá, eu penso que eles instauraram uma certa compreensão, tanto da minha parte, no que diz respeito ao grupo, como para o grupo com algumas estratégias neste processos de escrita (…) (César Ferrário – Dramaturgo)

“A presença de César Ferrário engrandeceu a pesquisa e a abordagem desse novo trabalho. Uma verdadeira parceria – jogos propostos e executados sob a supervisão e orientação dele, que logo transfere para o papel tudo aquilo que foi vivenciado. Feita essa colheita de sensações, de palavras, de movimentos, de brincadeiras, de pontos de vista, de improvisos, César nos traz um primeiro “rascunho”, o qual será testado e reescrito, descartado e transformado em um outro esboço. Dele pode restar apenas um recorte. Ou não servir para nada naquele instante. E Cesar está despido de qualquer vaidade, qualquer melindre – ele está com a gente. Buscando, experimentando.” (Paulo Borges – Ator)

“A gente sai da mesa e vai para as ações físicas, depois da ação física, voltamos para a mesa, numa alternância constante (…) a força do material reside na forma como a gente cria junto (…) Eu não recebo material de César que seja distante do que a gente experimentou aqui, porque foi muito de atividades e jogos que a gente fez junto, de modo que esse espaço de pesquisa que existe em grupo é muito rico, é um processo de construção juntos” (Marinalva Moura – Atriz)

13714488_10155186680164625_1631923113_n“A mediação do César, enquanto Dramaturgo, é muito cuidadosa, porque mesmo que ele construa uma síntese provisória da palavra, ela não é uma palavra autoritária, no sentido monológico, ela é dialógica, porque ela está sempre aberta e quando vai para a cena, está sempre aberta para modificações. Aí, ele vai, restitui e recompõe, se posiciona, concordando, ou não, e é sempre esse diálogo entre as partes (…) Antes dele nos provocar com o texto, nós tivemos um período de estudos, primeiro com uma visita à área de Patologia Clínica da universidade, onde nós tivemos três aulas como o pessoal que faz a exumação de cadáveres para Patologia. Nessas aulas, chegou ao ponto de que César e Lenilton foram ao ITEP, porque a autópsia passou a ser um dos elementos estruturantes desta encenação e da dramaturgia. Então, César está desde o começo no processo de pesquisa” (Jefferson Fernandes – Encenador)

“No prImeiro encontro com César ele disse: ‘ – Eu acho que isso começa pelo corpo!’ E quando César diz que essa dramaturgia quem vai nos dar é o corpo, ele usou o termo da autópsia, não no sentindo desse corpo aqui (sentido comum), mas no que o corpo (no sentido geral) traz de marcas do passado desde a infância.” (Lenilton Teixeira – Encenador)

“Inclusive, o que mais nos chocou foi o desrespeito com os corpos delas (as vítimas da “Chacina de Itajá”) que foram jogados, arrastados…. As marcas, os indícios do descuido na remoção, colocando-os naquelas “bacias” de forma muito grotesca, uns sobre os outros e isso sendo publicizado midiaticamente com fotografias, etc… Então, à partir deste material, inclusive imagético, o César colocou, como ponto de partida esse percurso da investigação. Em seguida nós fomos fazer um levantamento de como é que isso se dá no cenário nacional, com dados, etc… Fizemos, também um estudo, uma aproximação, do inquérito, prá recuperar essa narrativa. Foi quando nós chegamos ao momento em que verificou-se, com testemunhas orais e fragmentos, de que não era necessariamente de prostitutas que estávamos falando” (Jefferson Fernandes – Encenador)

“A gente descobriu, durante o processo, que essa referência a prostituição não é verdadeira. Elas não estavam em situação de prostituição.” (Marinalva Moura – Atriz)

“Eram lésbicas e moravam no interior (…) A gente descobriu essas coisas durante a articulação de uma audiência pública, sobre esse caso, que seria promovida pela Secretaria das Mulheres do estado, mas acabou não acontecendo, devido à mudanças de gestão. Aí nos disseram: – mas elas não eram putas, não! (…) Aí, ficou aquela discussão – era, não era – porque o bar era um local de prostituição (…) Na denúncia, vem dizendo que o Ministério Público faz a denúncia ao principal acusado… Isaac (Mendonça de Lucena), um camarada que namorava uma criatura que namorou com a menina que cuidava do bar. Ele foi tomar satisfação com Patrícia, que era a dona do bar (e uma das vítimas). Ela deu uns “capuleco” nele. Ele ficou puto. Segundo a denúncia do Ministério Público, foi mais de uma vez que ele apanhou de Patrícia. Ele, então, tenta contratar um primeiro grupo para cometer o crime, mas o pessoal recusa, porque eram mulheres. Enfim, houve a morte. Ele liga para a mulher que ele estava com ela dizendo: ‘Se eu for prá cadeia, você vai ficar comigo’ e tinha foto do crime no celular do outro amigo dele. Inclusive, a enteada dele foi uma das vítimas” (Lenilton Teixeira – Encenador)

“A mulher com quem ele tava, ela tinha tido um relacionamento de quatro anos com a Patrícia e estava há seis meses com ele. Está contido no texto da denúncia, que essa relação dele com a mulher nutria muito ciúme em relação a Patrícia e, na denúncia, está colocado que ele foi ao bar para matar Patrícia. As outras mulheres, que estavam no local, foram mortas por queima-de-arquivo. Estavam dormindo. Foram mortas com tiro na cabeça, com arma de grosso calibre” (Marinalva Moura – Atriz)

“Nos não pretendemos expor, nem reconstituir essa história, no sentido dessa visão midiática do corpo sangrando, mas o que eu acho que a gente vai expor é meio que um espelho prá se ver. O que a gente deseja é que a platéia perceba o quanto o público é negligente com essa situação” (Lenilton Teixeira – Encenador)

“Queremos contar a história dessas mulheres. Que tinham uma vida comum, como todos nós temos. Os sonhos que elas tinham. Todas as coisas comuns aos seres humanos e que, quando você olha no jornal, você esquece, porque você só vê aquilo do qual se é taxado pela notícia” (Themis Suerda – Atriz)

“O César deu a pista prá gente, que é a idéia de fazer um movimento inverso. Fazer uma espécie de percurso de autópsia da memória. Vamos fabular acerca dos desejos, dos projetos de vida dessas mulheres, que foi ceifado por este crime. Mas não vamos apenas falar de que houve uma parada, mas vamos contar que dimensão de projetos de vida eram esses. Então, é um movimento estético e político de tentar fazer uma espécie de Autópsia da Memória. (…) Pegando pistas que os indícios nos dão, nós estamos nos dando a licença poética e estética de acrescentar e construir… Então, ao conjunto de exercícios de pesquisa do Grupo, soma-se o exercício de fabular, de construir cartas, de imaginar que desejos elas teriam, à partir das pistas que a história nos dá” (Jefferson Fernandes – Encenador)

“Quando César chegou, para fazer esse trabalho com a gente, ele disse assim: ‘Eu quero que cada um escolha a personagem que vai fazer e escreva uma carta prá ela pedindo permissão prá contar a história delas’. Então, cada um escreveu essa carta prás meninas (as vítimas), pedindo permissão para contar. Depois ele pediu prá gente escrever outra carta para elas, relatando em que momento vocês estão desse processo e estas cartas vão sendo colocadas em caixas que cada atriz e ator tem uma e a Encenação tem outra separada” (Lenilton Teixeira – Encenador)

“Eu acho que o processo está muito aberto e todas essas coisas, que foram comentadas, estão se estruturando para receber e dar conta de todas essas demandas e eu acrescentaria mais uma: é intuito nosso, também, levar para a cena o próprio ato de escrita e de reescrita. Que o espetáculo, de alguma forma ele reverbere, também, essa luta do Grupo em reescrever essa determinada história. Existe uma certa preocupação, ou interesse, em que o espetáculo não entregue um pensamento acabado, mas que, justamente, também, passe essa constante estruturação e reestruturação. Como Lenilton relatou, primeiro achávamos que eram prostitutas, depois ficou esclarecido que não e cada informação dessa que chega, que reestrutura, que são novos balizadores que fazem com que se repense todo esse universo da história, de uma forma geral, nos obriga a revisitar tudo, novamente, com um novo olhar. E acho que seria muito interessante que o espetáculo levasse um pouco disso também, que não fosse uma história acabada, que ficasse claro essa tentativa de escrita, de preenchimento dessas lacunas por parte do Grupo, onde, inevitavelmente os indivíduos acabam se projetando” (César Ferrário – Dramaturgo)

Pós-Doutorado na University of British Columbia, Vancouver, Canada (2008/2009). Doutor (2001-2005) e Mestre (1995-1997) em Educação pelo PPGEd/UFRN. Graduado em Educação Artística - Habilitação Artes Cênicas pela UFRN (1995). Professor Associado do Departamento de Artes da UFRN. Tem experiência na área de Educação e Artes, com ênfase em Teatro, atuando principalmente nos seguintes temas: Ensino de Teatro, Cenografia, Tecnologias das Cena, Encenação Teatral e Economia da Cultura. Coordenador do Laboratório de Estudos Cenográficos e Tecnologias da Cena. Coordenador do subprojeto PIBID TEATRO/UFRN. Membro do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRN e líder da banda de blues Zé Smith & Ban de Fela. [ Ver todos os artigos ]

Comments

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  1. Jefferson Fernandes 23 de Julho de 2016 23:39

    Olhar para os urdimentos do nosso processo criativo (Grupo Estandarte de Teatro), tendo como referência um posicionamento argumentativo externo é algo muito produtivo, pois nos permite ouvir nossa própria voz por mecanismos de distanciamento e de estranhamento. Para além deste comentário, gostaria de saudar esse espaço no Substantivo Plural, assinado por Sávio Araújo (Ultrassonografia) pela possibilidade do imbricamento entre a informação e a formação no campo da recepção teatral, tendo como referência a visibilidade dos processos criativos da cena potiguar.

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