Guerra civil espanhola

Fotos da Guerra Civil espanhola por Robert Capa, Gerda Taro e David Seymour.

aqui

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. João da Mata 5 de outubro de 2010 13:14

    O grande poeta Federico Garcia Lorca foi assassinado – sem julgamento –
    no dia 19 de agosto de 1936, por essa sangrenta guerra civil espanhola.

    O CRIME FOI EM GRANADA

    EL CRIMEN FUE EN GRANADA
    A Federico Garcia Lorca

    I

    EL CRIMEN

    Se le vio, caminando entre fusiles,
    por una calle larga,
    salir al campo frío,
    aún con estrellas, de la madrugada.
    Mataron a Federico
    cuando la luz asomaba.
    El pelotón de verdugos
    no osó mirarle la cara.
    Todos cerraron los ojos;
    rezaron: !ni Dios te salva!

    Muerto cayó Federico
    – sangre en la frente y plomo en las entraña –
    …Que fue en Granada el crimen
    sabed -!pobre Granada! -, en su Granada…

    II

    EL POETA Y LA MUERTE

    Se le vio caminar solo con Ella,
    sin miedo a sua guadaña.
    – Ya el sol en torre y torre; los martillos
    en yunque-yunque y yunque de las fraguas.
    Hablaba Federico
    requebrando a la muerte. Ella escuchaba.
    “Porque ayer en mi verso, compañera,
    sonaba el golpe de tus secas palmas,
    y diste el hielo a mi cantar, y el filo
    a mi tragedia de tu hoz de plata,
    te cantaré la carne que no tienes,
    los ojos que te faltan,
    tus cabellos que el viento sacudía,
    los rojos labios donde te besaban…
    Hoy como ayer, gitana, muerte mía,
    qué bien contigo a solas,
    por estes aires de Granada, !mi Granada!”

    III

    Se le vio caminar…
    Labrad, amigos,
    de piedra Y sueño, en la Alhambra,
    un túmulo al poeta,
    sobre una fuente donde llore el agua,
    Y eternamente diga:
    el crimen fue en Granada, !en sua Granada!

    O CRIME FOI EM GRANADA
    A Federico Garcia Lorca

    I

    O CRIME

    Viram-no, caminhando entre fuzis,
    por uma longa rua,
    sair para o campo frio,
    ainda com estrelas, na madrugada.
    Mataram Federico
    quando a luz surgia.
    O pelotão de verdugos
    não usou mira-lo na cara.
    Todos fecharam os olhos;
    rezaram: nem Deus te salva!
    Morto, caiu Federico
    – Sangue pela fronte e chumbo nas entranhas -.
    … Que foi em Granada o crime
    saibam – Pobre Granada -, em sua Granada…

    II

    O POETA E A MORTE

    Viram-no andar sozinho com Ela
    sem medo de sua foice.
    – Já o sol de torre em torre; os martelos
    de bigorna em bigorna retiniam nas forjas
    Falava Federico
    adulando a morte. Ela escutava.
    “Porque ontem, no meu verso, companheira,
    falava do golpe de tuas secas palmas
    e deste o gelo ao meu cantar,
    à minha tragédia
    o gume de teu cutelo de prata,
    cantarei a carne que não tens
    os olhos que te faltam,
    teus cabelos que o vento sacudia,
    os rubros lábios que beijavam…
    Hoje, como ontem, cigana morte minha,
    permaneço a sós contigo
    por estes ares de Granada, minha Granada!”

    III

    Viram-no caminhar…
    Edifiquem, amigos,
    de pedra e sonho, no Alhambra,
    um túmulo ao poeta,
    sobre uma fonte de onde a água chore,
    e eternamente diga:
    o crime foi em Granada, em sua Granada!

    Antonio Machado

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo