Gullar revém em grande estilo

Amigos e amigas:

Tenho reclamado tanto do baixo nível de Ferreira Gullar em suas crônicas da FSP que sou obrigado a reconhecer a excelência humorística (semelhante a Swift, Gogol, Machado de Assis, Lima Barreto, o Mário de Andrade de “Macunaíma”) atingida em sua crônica “Ah, se não fosse a realidade!” (et pour cause, nessa ca(u)sa do real que é a FSP, 14.11.10).

Vejam esse primor do riso mundial: “(…) José Serra, dono de uma folha de serviços invejável, tanto como parlamentar quanto como ministro de estado, prefeito e governador”.

Viram a elegância da ironia? Considerar currículo invejável um prefeito que sai do cargo para se candidatar a governador, um governador que sai do cargo para se candidatar a presidente (e perde, graças a nós, com a ajuda de Deus), que sairia da presidência, caso eleito, para se eleger imperador do mundo…

Sou obrigado a reconhecer: Gullar se excedeu! Melhor que o mediano Vargas Llosa. Por que não dão logo o Nobel para ele? Assim, sua capacidade de provocar riso seria reconhecida pela Brodway e por Hollywood, quiçá Bollywood!

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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