Horizonte

relógio partido

Meu relógio quebrou, caiu.
Partiu-se ao meio…
Não sei quanto tempo falta ou resta,
Para que ou para quando…
Resta o horizonte,
Minha bússola é meu tempo.

(Ednar Andrade).

Comments

There are 13 comments for this article
  1. Marcos Silva
    Marcos Silva 5 de Novembro de 2011 15:48

    Ednar:

    Imagens fortes. Como sou metido, li o poema assim:

    Meu relógio quebrou, caiu, partiu-se
    ao meio.
    Não sei quanto tempo falta
    para que ou para quando.
    Resta o horizonte,
    bússola é meu tempo.

    Sou enxerido porque gosto de vc. E de seu poema.
    Beijão, até o FLIPIPA

  2. Marcos Silva
    Marcos Silva 5 de Novembro de 2011 15:51

    O relógio

    (Mutantes)

    Meu relógio parou
    Desistiu para sempre de ser
    Antimagnético, 22 rubis

    Eu dei corda e pensei
    Que o relógio iria viver
    Pra dizer a hora de você chegar

    Não andou e eu chorei
    Dos ponteiros parados a rir
    São à prova d’água

    Que vantagem eu levei?
    Em ter um relógio
    Que é suíço ou inglês
    Sem andar
    A hora que você vai chegar

    E no mar me atirei
    Com o relógio nas mãos e pensei
    Ele é à prova d’água
    22 rubis

  3. Marcos Silva
    Marcos Silva 5 de Novembro de 2011 15:57

    OS RELÓGIOS

    (Joel Carvalho e Marcos Silva)

    Eu tenho dezessetes anos
    Nesta aventura de inventar o mundo.
    Estamos conversando coisas:
    O tempo passa
    E estamos conversando coisas.

    Que horas?
    Eles não sabem bem em que tempo estão.
    Não sei se estou adiantado
    Ou se eles muito atrasados.

    Que horas? (Não sei.)
    O adiantamento implica em coisas,
    Implica em vidas e vidas e em tantas outras vidas.
    Que horas? (4:35. 15 pras 10 ; 16:20)

    Eu tenho 24 horas
    Mas ainda é pouco p’ra inventar o mundo.
    Estamos conservando nada
    Mas ainda é muito p’ra inventar o mundo.

    O sol é de pedra, o céu é vermelho
    E pensa-se não saber, ô, yé!
    Em que horas nós mil estamos.
    Nós sabemos – ô, ô, yé!

    Todos conversam nas ruas,
    Desfilam nas ruas,
    Ninguém me dá bola
    E as ruas se fecham.
    Todos perderam um emprego,
    Ganharam um amor
    Ou seguiram sem jeito.

    Que horas? (2:15)
    Não sei estamos muito adiantados
    Ou se eles muito atrasados.
    Mas nós sabemos – ô yé!
    Nós sabemos –ô yé!
    Mas nós sabemos –ô, yé,
    Nós sabemos!

    O sol se endurece e eu mudo,
    Nós mudamos, tudo muda
    Mas eles vão assim, sem pensar,
    A sorrir, a falar, sem pensar.
    Mas eles vão assim, sem pensar,
    A sorrir, a falar, sem pensar.

    Mas nós sabemos – ô yé!
    Nós sabemos –ô yé!
    Mas nós sabemos –ô, yé,
    Nós sabemos!

  4. Ednar Andrade 6 de Novembro de 2011 12:37

    Obrigada, querido, pelo enxerimento. Vindo de ti, só podem ser verdadeiros os sorrisos e os comentários.

    Que FLIPIPA nos acuda, urgente, urgentíssimo!

    Té lá sim, querido, onde todos seremos poesia.

    Agradeço também as pérolas enviadas.

    Tu podes fazer o que quiser dos meus humildes versos, pois poesia sem par é ter-te como amigo.

    Saudades todas. Todos queremos te abraçar mais uma vez.

  5. Ednar Andrade 6 de Novembro de 2011 12:40

    PS: Já estou bem, estou com saúde. Desta vez serei bem presente. Recuperei a voz. Quem sabe, faremos aquele coral outra vez… Rsrsrs…

    Atenção, atenção Da Mata, saudoso amigo: estás sendo intimado a comparecer á FLIPIPA, onde faremos uma cantoria. Desta vez com minha voz recuperada. Abraço, Tácito, abraços todos.

    Cheia de saudades.

  6. Ednar Andrade 6 de Novembro de 2011 12:41

    Anne Guimarães, minha amiga lilás, por onde andas? Estou anilllllllllllllllllllllllllll de saudades de ti.

  7. Marcos Silva
    Marcos Silva 6 de Novembro de 2011 14:04

    Uau, será p’ra lá de ótimo.
    Meu vôo está previsto para a noite do dia 17. Se houver transporte direto, seguirei para Pipa.
    Abraços>

  8. Ednar Andrade
    Ednar Andrade 6 de Novembro de 2011 14:32

    Marcos, lindo, mande para o meu e-mail o teu horário de chegada no Aeroporto Augusto Severo, pois dependendo do horário te encontrarei no aeroporto e te levarei para Pipa. Estou aqui vendo uma possibilidade de uma casa lá.

  9. Anne Guimarães 8 de Novembro de 2011 11:24

    “Resta o horizonte…..” é divino.
    Traz uma sensação de que nada é mais confortante do que isso.
    Gostei do poema objetivo e claro, vale mil interpretações.
    Ednar Andrade a saudade mora aqui também neste meu peito gris
    e se a sua saudade tem a cor que veste sua alma, anil, cor que amo e celebro sempre, a minha já é roxa, além do tom suave que me dedica.
    Nosso dia, de mãos dadas e risos e amigos – e tudo que nos ilumina a face há de chegar – que seja no Flipipa ou em outro cantinho especial, viveremos momentos de alegrias junto aos corações que também nos querem bem.
    Beijos ternos ao nosso editor querido, a Danclads, a Marcos, Jarbas, Lívio, Da Mata, Denise, Tãnia, Nina, Oreny, Romana e tantos mais que semeiam amor.
    🙂

  10. Anchieta Rolim 8 de Novembro de 2011 14:03

    Simplesmente maravilhoso Ednar. “… Minha bússola é meu tempo.” Massa!!! Parabéns!!! É bom estar de volta e logo de cara encontar esses três belos poemas: EU TE AMO, MANHÃ e HORIZONTE.

  11. Ednar Andrade
    Ednar Andrade 16 de Novembro de 2011 16:36

    Obrigada, Anchieta Rolim pela leitura autêntica da minha bússola que nem chega a ser poema…Rsrs… Mas, como o tempo parou na minha cabeça, ando atrasada e sem tempo.

    Abraço,poeta!

  12. Ednar Andrade
    Ednar Andrade 16 de Novembro de 2011 16:38

    Anne, querida meu desejo é abraçar a todos. Mas, com quantos abraços poderemos contar? Rsrs… Beijos, Lilás, faremos contato. Pretendo ir quinta e sexta.

    Até lá.

  13. Ednar Andrade
    Ednar Andrade 16 de Novembro de 2011 16:40

    Da Mata, querido, também sinto saudades, viu?

    O referido é verdade e dou fé!

    PS: troca logo a foto; a do face ficou linda!

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