I Encontro Lusófono de Natal – EELP

II Parte

“ sirvo a palavra que me serve”. Lívio Oliveira

Tendo participado de inúmeros congressos científicos e não científicos sempre achei que os melhores momentos são os bastidores. A parada para o cafezinho com biscoitos. As conversas paralelas. Participei de uns encontros que as pessoas iam para namorar.

No encontro de Natal não é diferente. O jardim do TAM era uma festa. Muitos poetas como era de se esperar. De Grilo aos novos e semi-desaparecidos. Boas conversas. Encontro um português que há mais de 30 anos mora em Natal. Com mágoas de um jornalista conhecido que não deu atenção a um texto seu sobre Camões. Eu disse conte outra que isso é o normal. Muitas vezes enviei textos e informações que não foram publicadas.

Uma boa mesa foi formada por Tarcísio, Lívio, Inocência da Mata, J. Ubaldo mediada pelo Lawrence. Aqui faço uma ressalva, para os menos avisados e não acostumados ao debate. Quando comento, quanto critico, quando sugiro, não é para dizer que o evento não presta. Ou que o evento deixou a desejar. E, sim, no sentido de melhorar. È de aperfeiçoar. Foi nesse sentido os meus comentários com relação ao ENE e ELE.
Depois da fala do Ubaldo que comento no final, o colega Lívio falou citando o grande Américo e Cascudo. Ao se referir ao famoso dístico em latim na entrada da casa de Cascudo, ele disse (lendo): – Á entrada de sua porta. Quando for corrigir o texto para impressão precisa corrigir. Essas falhas acontecem com os melhores escritores. Por falar em Cascudo, sempre ele, não tinha ninguém da família para receber o premio ofertado pela prefeitura. A prefeita ficou sem graça com o troféu na mão entregue aos ventos manguezais que freqüentavam a região onde hoj fica o teatro.

Tarcísio Gurgel – sempre um bom causeur – contou uns causos engraçados de auto-ironia-mossoroense. Para falar de Mossoró os causos engraçados são redundantes. Com suas chuvas de balas e o maior de todos, fura bolo, cata piolho. E disse (bravo): é preciso valorizar a nossa literatura, mesmo que ela ainda não seja grande e não tenha a dimensão de outras.

A escritora/ professora de São Tomé e Príncipe, minha xará Da Mata, citou uns trezentos e cinqüenta livros falando do regresso á África. Fico muito feliz com esse regresso e sinto que em Portugal ele é muito mais real.

João Ubaldo começou dizendo que não sabia nada sobre o assunto e deu uma aula de erudição e prosódica. Neste ano de 2010…, e não: este ano (como deve ser). É preciso amar a nossa língua. Ela é a nossa identidade. Mesmo eu não entendendo os filmes portugueses. Bravo meu querido Ubaldo que levou sua linda mulher de Natal há 32 anos. Continuo, depois…

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