“Ilha do Medo”, dois olhares

Assisti “A Ilha do Medo”. Lendo a crítica de Setaro, mais abaixo, constato que ele disse tudo o que eu gostaria de comentar. Com muito mais propriedade, claro, dado o seu muito maior conhecimento de cinema. A coincidência vai ainda mais além quando ele fala de outros filmes de Scorsese e de Coppola. Penso em rever o filme, não só porque surgiu uma dúvida, mas também devido as nuances que ele comporta. A dúvida é a seguinte: O agente Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio), no final, concorda que está doente e em se submeter a tratamento psiquiátrico. Foi o que deduzi. Uma amiga viu mais além, acha que ele concordou em ser lobotomizado. Alguém mais que viu o filme poderia oferecer seu ponto de vista? Não que isto vá mudar significativa alguma coisa na história, uma vez que as duas situações são muito próximas, em ambas o que se busca é domesticar o agente. É mais por curiosidade mesmo que gostaria de ter outras opiniões.

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Cláudia 30 de março de 2010 22:34

    Concordo com C. Peixoto que Teddy Daniels quis fazer a lobotomia, mas acredito que ele se curou e a frase/pergunta “é melhor viver como monstro ou morrer como um homem de bem? ” para mim demonstra o quanto seria duro para ele viver com o peso (“Viver como um monstro”) de ter matado várias pessoas – inclusive sua mulher -, assim ele preferiu “Morrer como um homem de bem”, ou seja, lobotomizado.

  2. C. Peixoto 30 de março de 2010 17:07

    O que eu acho: quando o personagem Teddy Daniels tem a última conversa com o parceiro/psiquiatra, nas escadarias do pavilhão do asilo, ele começa dando a indicação de que não está curado, ao indagar “qual será o próximo passo” na investigação sobre os médicos e as experiências que ele acredita/imagina estar sendo feitas com os pacientes. Logo em seguida, ele formula a questão: “é melhor viver como monstro ou morrer como um homem de bem?” Com isso, e mais ao submeter a lobotomia sem resistir, ele indica que não está curado, mas que adquiriu consciência que está doente e que não vê como resistir a reincidência dos delírios.

  3. Adriana Amorim 30 de março de 2010 10:43

    Na verdade, o agente esteve ali, desde sempre, vivendo uma ilusão. Ao final, também percebi que ele caminhava rumo a lobotimização, visto que “perturbou a ordem” do local…

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