Imprensa versus fascismo

Por Alex Medeiros
NO BLOG ALEX MEDEIROS

“É uma vergonha que o Estado mais rico, que deveria ser exemplo de politização, possa ser o retrocesso votando em alguém que nós sabemos não ter a alma do povo brasileiro”. Aspas de Luiz Inácio em declaração na mídia paulistana.

Mais ou menos na mesma pisada, o candidato a senador do PT potiguar, Hugo Manso, disse numa rádio FM que não entendia “o RN, um estado pobre” votar numa candidata que faz oposição ao governo de Luiz Inácio e do PT. Ou seja, nem lá, nem lô.

O Partido dos Trabalhadores e seus líderes, militantes e apaniguados atingiram o estágio maior do absolutismo, do fascismo modernoso desses tempos em que a esquerda jeca passou os pés pelas mãos e as mãos pelas cuecas. É o “luizcatorzismo” sindical.

Democracia na linguagem petralha é o controle total da nação, sem espaço para o contraditório, para a oposição, para a crítica e opinião da imprensa, um dos sustentáculos do mundo livre, segundo a brava e histórica Convenção de Filadélfia, em 1787.

As posturas de Luiz Inácio e Hugo Manso servem de amostra de como o totalitarismo ganhou espaço no PT, desde suas esferas mais importantes, no centro do comando do País, até as menos famosas, escondidas no RN e nos baixos índices das pesquisas.

Num instante em que estoura mais um grande escândalo no Planalto, agora bem no centro do ministério responsável pela política de comunicação de Lula, no colo de Franklin Martins, o PT inventa um circo sindical para defender censura à imprensa.

Imagine que Luiz Inácio acusa a imprensa de “comportar-se como partidos políticos”, quando em verdade tem sido com as verbas oriundas da pasta de Martins que o PIG – Partido da Imprensa Governista, tem se alimentado para vomitar teses golpistas.

O PT construiu um exército de sites, jornalecos, rádios e blogues sensacionalistas, todos irrigados com as benesses publicitárias de estatais e gabinetes parlamentares, cuja única função é censurar a mídia e fazer a apologia do messianismo no presidente-em-chefe.

A bajulação diária dos jornalistas e redatores petralhas lembra muito a rasgação de seda que Joseph Goebbells fazia para Hitler: “Este homem tem tudo para ser Rei, nasceu para ser o tributo do povo, o futuro ditador”. Imaginem Luiz Nassif ministro de Lula…

O que me faz rir diante da cruzada petista contra a imprensa é que seus analfabetos e sectários empostam a língua para dizer que a mídia não age por interesse público, mas sim ideológico. Ora, e o que diabo move a mídia chapa-branca e o governo do PT?

Assim como os radicais cristãos pensam o mundo a partir da Bíblia e os fundamentalistas islâmicos pelo texto do Alcorão, a esquerdofrenia latina concebe a vida pelos alfarrábios bolorentos de pregressos socialistas à luz de Marx, Lênin ou Stalin.

Alguém soprou no ouvido de Luiz Inácio a velha tese de Antonio Gramsci de que a imprensa age como partido político em defesa de interesses do capital. E daí? A sociedade capitalista tem problemas, mas é mil vezes melhor que comunismo e quetais.

A questão é que os petralhas e seus penduricalhos de militância pensam que o mundo perfeito é aquele sob a égide dos seus princípios e conceitos. Tudo o que pensa diferente está errado, como o pecado diante de evangélicos, condenado ao inferno vermelho.

Nesta quinta-feira, dando prosseguimento ao movimento inquisitorial de caça aos jornalistas que não rezam no “adoremus partidário”, o PT mobilizou a nata do parasitismo sindical brasileiro num ato mambembe-ideológico em São Paulo.

Quem vê agora o partido que cresceu apoiado por grandes intelectuais, artistas, mestres acadêmicos, escritores, juristas e jovens idealistas, bradando chavões fascistas contra a liberdade de expressão na companhia de vagabundos sindicais, deve sentir arrepios.

Enquanto isso, nomes que fizeram a História nas lutas de resgate da democracia, como Paulo Evaristo Arns, Caetano Veloso, Miguel Reale, Ferreira Gullar, José Gianotti, Zelito Viana, Zerbini, Carlos Vereza e tantos, estão assinando um manifesto contra o deslize fascista de Lula, de Dilma e do PT.

Comentários

Há 5 comentários para esta postagem

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

16 − dois =

ao topo