Indignação

O impeachment de Collor não faz parte da história , segundo exposição no senado

Para o senador Sarney esse fato não é importante. Quem são os historiadores que podem selecionar o que é importante na história do país. Quem é Sarney para dizer o que deve e o que não deve ser lembrado na história recente do Brasil.

Indignado com mais esse ato nefasto dessa casa e do Sarney, em particular, exijo que a história não seja jogada na vala do esquecimento de um país tão desmemoriado. Certamente Sarney não vai querer que esqueçamos o que foi feito do Maranhão. Certamente Sarney, vaidoso como é, não deseja que esqueçamos o seu Marimbondo de Fogo”. Que a história seja reposta e contada sem censura. O povo brasileiro merece.

A nação brasileira rechaça mais esse cosmético e acinte á sua memória.

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Comments

There are 6 comments for this article
  1. françois silvestre 31 de Maio de 2011 0:12

    Você tá coberto de razão. Essa gente confunde História com historiografia. O Sarney Marimbondo disse que esse fato não deveria ter ocorrido. Simples assim. Apaga e pronto. Rui Barbosa também quis acabar com a escravidão queimando os arquivos. Isso me lembra o santo filósofo do tomismo: “Contra o fato ocorrido nem a interferência de Deus tem eficácia”. Mas Lula disse que Sarney é especial. E o especial tudo pode.

  2. Marcos Silva
    Marcos Silva 31 de Maio de 2011 5:51

    Encaro essa fala de Sarney como sintoma da doença do esquecimento (v. “Cem anos de solidão”). Aconselho obrigar Collor a andar com uma etiqueta na testa: IMPEACHADO. Mas os portadores daquela doença esqueciam também do alfabeto.
    Impossível esquecer de Sarney: sempre teremos “Maranhão 66” e colagens do mesmo em “Terra em transe”.

  3. Danclads Lins de Andrade 31 de Maio de 2011 8:30

    Sarney não é Heródoto, nem sequer é historiador. O povo tem direito à sua história, por mais esquecido que seja este mesmo povo. O impeachment de Collor e os cara pintadas – na época eu fui às passeatas, lá em Maceió, vestido de preto, pedir o impeachment de Collor – não podem ser esquecidos e não vão ser esquecidos. Um episódio único na História do País, em que o povo foi às ruas pedir o impeachment de um Presidente, não será apagado da memória por mero capricho de um político corrupto como o Sarney.

    No antigo Egito, tentaram apagar os monolitos com o nome e os feitos de Hatshepsut; na Idade Média, o Vaticano mandou queimar os livros de Aristóteles e outros filósofos que não se adequavam aos dogmas da igreja. Mas, não estaria eu falando em Hatshepsut e em Aristóteles e sobre estes fatos, milênios depois, se eles não tivessem chegado ao conhecimento da posteridade.

    Portanto, não vai ser assim, a toque-de-caixa, por vontade de um Sarney da vida, que o impeachment de Collor e a ação dos cara pintadas vão sumir da nossa história.

  4. Marcos Silva
    Marcos Silva 31 de Maio de 2011 16:24

    Recebi a seguinte mensagem de Caio Navarro Toledo (Professor da UNICAMP):

    Para o cacique do Senado, José Sarney, o impeachment de Collor – resultado de um inédito movimento político no qual estiveram engajados amplos setores democráticos e populares – foi “apenas um acidente”. Não sendo um episódio “tão marcante” na história política brasileira, o oligarca do Maranhão impôs a retirada das fotos do impeachment de Collor do “túnel do tempo”, corredor do Senado, que resume a história do país (Império a nossos dias) em textos e imagens.
    Diante de mais este gesto de escárnio e de deboche políticos, como se comportarão os partidos de esquerda no Congresso?
    Visitando hoje as páginas dos dois maiores partidos de esquerda do Congresso, PT e PCdoB, verifica-se que nelas não são feitas quaisquer condenações da arbitrária decisão do presidente do Senado. (Um deles nem chega a noticiar o fato; o outro, sem qq comentário, reproduz a notícia de uma agência de informações.)
    É aceitável que seja apagada de nossa história política um episódio no qual os setores democráticos e progressistas, momentaneamente que tenha sido, impuseram uma contundente derrota ao governo neoliberal e corrupto de Fernando Collor? Certamente o apagamento do impedimento político de um governante apenas os setores reacionários e antidemocráticos. Sabendo disso, Sarney – sob a conivência dos parlamentares progressistas – apagou o IMPEACHMENT de nossa história. (A 1a. vice-presidente do Senado é a senadora Marta Suplicy, do Diretórioa Nacional do PT).
    Permanecendo calada, em nome da chamada governabilidade, a esquerda parlamentar brasileira parece protagonizar mais uma candente cena de “CRETINISMO PARLAMENTAR”.

  5. João da Mata
    João da Mata 31 de Maio de 2011 16:37

    Caro Marcos,

    Diante da gravidade desse episódio creio que a Sociedade Brasileira de História precisava emitir uma nota de repúdio. Você, como digno historiador, podia puxar esse assunto que não pode cair no esquecimento.

    Com atenção e estima

  6. João da Mata
    João da Mata 1 de Junho de 2011 11:08

    Sarney Recua

    O impeachment de Collor voltará à galeria do Senado. Só não sabemos, quando. Espero que não demore.

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