Infelizmente sou da classe média

O novo salário mínimo brasileiro está em discussão. Há um debate fantástico, que oscila entre R$ 545 (governo Dilma, PT) e R$ 600 (governo Alckmin, PSDB/SP).
Sim, 600 é melhor que 545 mas… Help!
Ontem mesmo, fui jantar, com acompanhante, numa excelente – mas não luxuosa – cantina do Brás, “Castelões”: isto não é merchandising, recomendo a todos. Preço, sem bebidas alcoólicas: R$ 159. Nessa base, o excelente salário mínimo de R$ 600 dará para menos que quatro jantares.
OK, trabalhadores pobres não frequentam sequer cantinas do Brás. Mas 600 reais não dão nem para alugar uma kitchnete em Sampa! Comida, roupa e transporte somem…
Lula critica as centrais sindicais por serem oportunistas ao cobrarem salário mínimo maior. Eu as critico por motivo diferente: por não cobrarem salário mínimo MUITO maior.
Sejamos francos: ou falamos em salário mínimo que cubra despesas de sobrevivência ou esquecemos desse conceito.
Desconfio que o salário mínimo real é o que pagam para uma classe média considerada privilegiada: a partir de uns R$ 2.000. Plínio de Arruda Sampaio, na campanha eleitoral, pegou um tema excelente que ele estragou com o histrionismo televisivo vazio. Vamos retomá-lo?

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Do editor

Mais informações sobre a cantina Castelões aqui

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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