Invenções malucas

Por José de Castro*

Inventou um chapéu invisível para mula sem cabeça.

Inventou a água em pó. Só não deu certo porque precisava de água comum para diluir.

Inventou a patente. Mas esqueceu-se de registrá-la.

Inventou o sapato para bicho-de-pé. E depois, inventou o chulé.

Inventou o sorvete quente para menino gripado.

Inventou o chapéu duplo para cobra de duas cabeças.

Inventou a prova dos nove porque só sabia contar até dez.

Inventou uma enxada para extrair raiz quadrada.

Inventou a cabra-cega e o bode “espiatório”.

Inventou o tiro pela culatra e entrou pelo cano.

Inventou o nó-cego, pois era um marinheiro de vista curta.

Inventou um banco de areia para turistas depositarem dinheiro na praia.

Inventou o CD e o DVD. Mas aí teve ideia melhor, e inventou a pirataria.

Inventou o computador. Depois, a tendinite.

Inventou o tigre de papel. Em seguida, a dobradura.

Inventou a lei da procura e da oferta, mas de olho no mercado negro.

Inventou a lente de contato e depois o olho de sogra.

Inventou o dia de branco e por isso ficou de humor negro.

Inventou a televisão. Arrependeu-se num domingo de Sílvio Santos e Faustão.

*José de Castro, jornalista, escritor, poeta. Autor de literatura infantil. Membro da SPVA/RN e da UBE/RN. Contato: josedecastro9@gmail.com

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