Jackson lembrado na madrugada global

Às duas da manhã começou o programa. O Som Brasil, da Globo.

Num verdadeiro desfile dos “standards” de Jackson do Pandeiro (Alagoa Grande/PB, 31 de agosto de 1919 – Brasília, 10 de julho de 1982), suas canções de mestre foram entoadas por gente interessante do nível de Lenine, Otto, Cascabulho e uma deliciosa Cristina Renzetti, italianinha arretada que pegou gosto pela música e cultura brasileiras.

Também houve uma participação rápida e carismática de Selma do Coco, numa das canções levadas por Lenine.

Clássicos como “Sebastiana”, “1 x 1”, “A ema gemeu”, “Forró em Limoeiro”, “Casaca-de-couro”, “Cabeça feita”, “A mulher do Aníbal”, dentre outros, foram interpretados da melhor forma e com colorido especial, diverso e divertido.

Na maior parte das vezes, o zabumba, o pandeiro, triângulo e outros instrumentos peculiares deram ritmo e textura peculiar e bem enraizada na cultura nordestina às apresentações mais voltadas para um fundo, um amálgama, uma fusão roqueira.

É, amigos, o forró e o coco tiveram vez na madrugada da Globo.

Mas, faltou Khrystal…

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 6 comments for this article
  1. Bethânia Lima 25 de Junho de 2011 11:14

    uma pena que a globo defina um horário da madrugada para exibir um programa bom desse, enfim…coisas da globo. mas, o jackson a gente reverencia a toda hora. minha mãe relembra muito a paraíba, e na memória sempre vem o meu avô cantando e tocando com o jackson – acho um luxo!

    “Costumo sempre dizer que o Gonzagão é o Pelé da música e o Jackson, o Garrincha. ”
    — Alceu Valença

  2. Jarbas Martins 25 de Junho de 2011 12:33

    E Elino Julião, Lívio, e sua ludicidade na música e na letra?Aquela música, em que ele fala que quebrar um coco pra saber se o coco é oco…Não, Tristan Tzara, o criador da Arte Dadá, não era mais criativo.Abraços, meu poeta.

  3. Lívio Oliveira 25 de Junho de 2011 15:38

    Jarbas, compadre, o seu comentário é uma delícia. E mostra a inteligência profunda de nossos artistas populares. Abraços, mestre.

  4. Lívio Oliveira 25 de Junho de 2011 15:43

    Bethânia (acredito que se trata de nossa ilustre Secretária de Educação), fico feliz por seu comentário e por saber de sua ligação familiar e raízes com a cultura paraibana. O meu pai nasceu em Santa Luzia da Paraíba e, a partir dele e de meus tios Adelson, Adones, Gabriel e José, fiquei muito mais ligado ao nosso querido Estado vizinho. E essa frase de Alceu é perfeita.

  5. Bethânia Lima 26 de Junho de 2011 9:27

    Lívio, sou paraibana, assim como a maior parte da minha família. E vivi muitos períodos juninos na minha terra, enquanto criança – o que é melhor. Minha mãe teve o prazer de dançar ao som de Gonzagão, Jackson e outros músicos tradicionais do forró – da música boa e popular brasileira. Ela relata c muito orgulho esse período festivo do passado.
    Esse período do ano, quando não estou em Campina, eu consigo me sentir em Campina…através dos costumes – seja ouvindo música, comendo muita comida de milho, lembrando das cores dos meus vestidos e das bandeirolas espalhadas pelas ruas…enfim, brincando com o meu imaginário natal que é paraibano.
    Ah, não sou a secretária de educação do estado…não gostaria nunca carregar esse peso…infelizmente, é muito delicado tratar a educação como peso, mas faço referência ao que acontece no nosso estado.
    Sou jornalista e aluna de letras na UFRN, e paraibana com muito orgulho:>e adotada por Natal.
    E Viva ao Jackson!

  6. Lívio Oliveira 26 de Junho de 2011 10:36

    Cara Bethânia, desculpe-me pela confusão com os nomes. Mas, isso não invalida o prazer que tive em ler o(s) seu(s) comentário(s). E, pelo visto, em face da elegância e pertinência de sua fala, vejo que este blog precisa de mais participações suas. Um abração!

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