Janela

A janela olha para fora.
Olhos docemente azuis
E nuvens brancas
Lhes encimam
Uma feição entrecortada
Pelo tempo…
A roseira com suas rosas
De nervura suave…
O gato a espreitar um inseto
Que surge do jardim…
Fatos numênicos
De ir-e-vir
Quotidianos.
Brilhos solares frágeis
Minguam o horizonte
Que se confunde
Com o céu,
Quando a Lua
Anuncia a noite
(Morre o dia…).
E a janela
Continua a
Olhar para fora.

Brasileiro, nordestino, alagoano, advogado, cidadão comum, simples habitante deste planeta decadente... Rs... [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Danclads Lins de Andrade 11 de março de 2011 13:08

    Anne, lisonjeado com o seu carinho… Ritmo á la Adélia Prado? Nossa!! Envaidecido com a comparação e o comentário… Abraço terno, também, para ti.

  2. Anne Guimarâes 10 de março de 2011 22:55

    Danclads…
    Seu poema, suave, me lembrou muito o rítmo da minha amada Adélia Prado… Particularmente, amo poesia simples, com pureza, encantamento ou mesmo com desalentos também necessários. A simplicidade – que diz tudo em tons baixinhos e marcantes – é a essência das belezas mais profundas na literatura.
    Um abraço terno.
    🙂

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