João Flipa com Pipa

Manhã de sábado-primavera a praia, Pipa, na aconchegante Tibau do Sul. Acordo bem cedinho para ganhar o dia. Vou com meu amigo Homero de tantas e tantas viagens geográficas e literárias. Não fui convidado nem por isso e só por isso preciso elogiar o evento. Os amigos que encontrei foi nas ruas aconchegantes da Praia do Amor. Vejo flanando lentamente os amigos de pai a fio Souza. Assim também como um voyeur surpreendo as passadas lentas de muitos outros amigos. Não precisa de pressa. Aqui o menos é a literatura, vale o encontro. As mesas cada vez menos interativas são marcadas pelo relógio da chairwoman. A Flipa é uma festa, principalmente para os convidados e alguns outros.

O sebo da minha amiga Cíntia já não existe mais. Ela partiu para outras paragens. Encontro o músico que chegou faz um mês e só toca três músicas. Melhor foi ter encontrado o amigo – praieiro Marinho. Parece redundância, mas não é a vida feita delas!

Nos bares não gostei de pagar quase dez reais por uma cerveja. Na beira mar melhor, tomo uma cerveja banhando os pés e limpando a vista. Marinho conhece tudo e todos. Mostrou-nos a sua antiga pousada e projetos. Em todo lugar um aceno e um cumprimento do tamanho do tempo que ele viveu ali. Já é final do dia. Dormir. De manhazinha hora de partir. É Belo o amanhecer na lagoa Guarairas. Até a volta!… Seja presente.

O Sábado em Pipa

No ultimo dia da FLIPIPA IV tive a oportunidade de assistir uma peça maravilhosa, sua incelença Ricardo III adaptada de William Shakespeare. Sua incelença baixou numa tarde de primavera na paria e encantou. O melhor de tudo que aconteceu em Pipa. Maravilhado fiquei com essa adaptação trazida para o nosso sotaque e cantorias. A peça ambientada no século XV, final da Guerra das Rosas, narra o conflito s na sucessão do trono da Inglaterra ocorrido entre 1455 e 1485. Na peça, Eduardo IV é o rei de York e seu irmão Ricardo, Duque de Gloucester, planeja usurpar o trono, nem que para isso tenha que provocar mortes e intrigas. O matador daqui é cangaceiro e o coro que cimenta as ações é acompanhada de sanfona tocando as ladainhas, benditos e rico cancioneiro nordestino. Maravilhosa adaptação de Fernando Yamamoto e direção do Gabriel Villela. Parabéns a todo o elenco. Sim, nos podemos. Gostaria de rever muitas vezes mais essa peça. O lugar que assisti era inadequado e não dava para apreciar toda a movimentação dos atores e cenário. Ricardo com sua deformidade física é um dos pontos altos dessa adaptação.

And the last but not least, um outro grande momento da FLIPIPA. A mesa homenageando o centenário do grande Luiz Gonzaga. O auditório – tenda lotou completamente e muitos ficaram em pé. Depôs foi final melancólico de festa, com o convidado principal hospitalizado. Bené Fonteles, organizador do excelente livro “O rei e o Baião” deu show. Cantou e encantou, coadjuvado por uma dupla que não atrapalhou. Sanfona, Zabumba e Triangulo, foi demais. Talvez a melhor mesa da FLIPIPA. Bené ainda autografou o seu lindo livro. Conversamos e apareceu a filha de Zé Dantas. Recebeu de presente o livro e falou da participação na TV Globo de sua filha Marina Elali. Bené é um showman e canta muito bem. Paulo Vanderley de Pernambuco, emocionado como nos, exibiu alguns vídeos preciosos. Como aquele de Gonzaga tocando e dançando xaxado com Dominguinhos. Maravilhoso.

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Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. DAMATA 1 de dezembro de 2012 9:58

    Ja que as Dulcinéias estão encantadas: Do face,

    Nássaro escreveu: “Engenhoso fidalgo Dom Damata, gostei das impressões flipipianas.”

    Esqueci de comentar que vi uma delas em Pipa.

  2. Anchieta Rolim 1 de dezembro de 2012 9:07

    Gostei do texto Damata.

  3. DAMATA 30 de novembro de 2012 19:15

    Errata.
    Alguns pequenos erros de digitação:
    No ultimo parágrafo em vez de depôs, leia-se depois
    No penúltimo parágrafo em vez de paria, leia-se praia.
    Foi um dia puxado e esse texto foi escrito roubando um tempinho entre uma aula e outra. Desculpe-me.

  4. Alex de Souza 30 de novembro de 2012 12:22

    realmente, senti falta dos loucos de palestra na flipipa!

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