Jorio Dauster

ZH – Seguindo a mesma linha, melhor traduzir uma obra contemporânea, como este Indignação, ou retrabalhar um clássico, como senhor fez em Lolita? Qual o grau de liberdade que um tradutor tem em relação ao vocabulário de um clássico?
Dauster – Não faço este tipo de distinção, e acho mesmo que a obra de Nabokov é tão “contemporânea” quanto a de Roth. Lolita já havia sido traduzida muitos anos antes no Brasil quando aceitei a incumbência de produzir uma nova versão. Mas não “retrabalhei” o texto anterior e nem tive a preocupação de “atualizar” a linguagem do livro, pois simplesmente abordei a obra como se ela tivesse saído na véspera da pena do autor. Seja como for, para os curiosos em matéria de literatura, é possível cotejar duas visões da mesma obra, verificando como podem variar as percepções de quem a interpreta e como é rica a língua portuguesa para sustentar versões tão diferentes do texto original. E, depois disso, decidir qual a tradução que mais lhe agrada.

Leia a entrevista completa do tradutor Jorio Dauster, que traduziu o novo livro de Philip Roth “Indignação” AQUI (desça a barra de rolagem deste link, a entrevista está lá embaixo, antes tem um texto bacana sobre o escritor húngaro Sándor Márai).

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