Jornalismo AA

Por Roberto Cardoso (Maracajá)

A América, aproximada da África – AA, com ações e acontecimentos. Natal, terra de avoantes e achegantes. Recebeu almirantes, aventureiros, aviadores e americanos. Primeiro os navios aportaram em Natal, aportaram e atracaram, lançaram âncoras ao fundo, e amarraram suas cordas, as chamadas amarras. Dependendo das rotas e dos ventos alísios soprados das Antilhas, traçando um azimute, poderia ser um primeiro porto a ser avistado. Muitos navios arribaram no porto natalense, para abastecer com agua e alimentos, para depois partir em busca das próximas aventuras e atracações, avistar outras terras, avançar. Era pelo porto que chegavam as primeiras mensagens de além mar. Um ponto de localização AA, que influenciou o articulista e antropólogo CC (Câmara Cascudo).

Depois vieram os hidroaviões que amerissaram, no rio ou no mar. Com muita acuidade e atenção, os primeiros pilotos se aproximaram, avistaram e aterraram. As mensagens passaram a chegar pelo ar. Os aviões aumentaram de tamanho e potência, e foi necessária uma pista de asfalto para aterrissar, aumentou a atividade e a concorrência. Foi base da Air France e escala da Aerospatiale, com o ás Antoine Exupéry. Era o tempo da Pan American e Pan Air, que foram extintas, e vigorou até hoje a aviação americana com a AA – American Airlines. Surgiu algo de novo no ar.
Criou-se o aeroporto Augusto Severo, e depois o Aluízio Alves, em S.G. do Amarante, pousando as outras Aerovias, Air Lines e Air Ways com novas aeronaves: Airbus, Boeing e outros equipamentos. Hoje Aluízio Alves, busca novas atividades angariar. Empresas aéreas podem dividir seus passageiros em classes, e começando pela letra A, antes de alçar voo. Americanos trouxeram aviões e armamentos, e americanos traçaram avenidas numeradas, chegando ao Alecrim. Hoje ainda vemos alguns amarelinhos, antes da chuva chegar.
Um conjunto de palavras iniciadas pelas letras As, desembarcaram notícias alvissareiras em Natal – NAT. A tal cidade, e na tal cidade AA. Depois de aviões atravessando o Atlântico e o continente americano, arribou-se para outro lado. Embrenhou-se em artefatos relacionados ao espaço, construindo uma base aeronáutica, uma base aeroespacial, com artefatos da astronáutica. Dos almirantes, ficaram os brigadeiros, com uma nova missão para alcançar.

Na tal cidade achegada as notícias, Agnelo Alves foi um jornalista AA, a começar pelas iniciais de seu nome. Angariou acontecimentos e conhecimentos. E depois, por muito ter lido e ter escrito, sobre as duas cidades por ele administradas. Administrou seus arquivos de ideias, com letras e livros escolhidos em bancas e prateleiras ampliadas. Atingiu a academia dos letrados. Avistou conhecimentos antes, para serem anunciados.

Em memória e homenagem ao Jornalista AA, a ANL – Academia Norte-rio-grandense de Letras, lança o prêmio de jornalismo AA, em referência ao seu acadêmico que deixou uma cadeira vaga no ar. Um prêmio que em breve deve ser anunciado, e já tem data marcada, que a mídia diária deve anunciar. O prêmio de jornalismo AA, de Agnelo Alves, com algumas outras letras para premiar: Articulista, Blogueiro, Colunista, D,, e etc,. Só quando o prêmio for anunciado ao amanhecer, é que saberemos quantas letras do alfabeto terá.

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