Jornalista e escritor Daniel Piza morre aos 41 anos

Foto: JF Diorio/AE

Vítima de AVC, colunista do ‘Estado’ e autor de 17 livros estava em Minas com a família

O jornalista Daniel Piza, 41 anos, morreu na noite desta sexta, 30, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Estava em Gonçalves (MG), onde passava as festas de fim de ano com a família. Chegou a ser socorrido pelo pai, que é médico, mas não resistiu.

Paulistano de 41 anos e corintiano fanático, Piza era colunista do jornal O Estado de S. Paulo, onde começou a carreira em 1991. Escrevia aos domingos no Caderno 2 e, desde 2004, assinava também uma coluna sobre futebol, além de manter um blog no portal estadão.com.br. Apresentou os programas Estadão no Ar e Direto da Redação na rádio Estadão ESPN.

Advogado, formado no Largo de São Francisco, era escritor, com 17 livros publicados, entre eles Jornalismo Cultural (2003), a biografia Machado de Assis – Um Gênio Brasileiro (2005), Aforismos sem Juízo (2008) e os contos de Noites Urbanas (2010). Traduziu títulos de autores como Herman Melville e Henry James, e organizou seis outros, nas áreas de jornalismo cultural e literatura brasileira. Fez também os roteiros dos documentários São Paulo – Retratos do Mundo e Um Paraíso Perdido – Amazônia de Euclides.

Daniel Piza deixa mulher, Renata Gonçalves Piza, e três filhos. O velório está marcado para 15h, no Cemitério de Congonhas, em São Paulo.

Carreira

Nos anos de 1990, trabalhou nas editorias de Cultura do Estado, Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil, na cobertura de literatura e artes visuais. Em maio de 2000, retornou ao “Estado” como editor-executivo e colunista cultural.

No Estado, também foi o responsável por reportagens exclusivas, como o anúncio da aposentadoria do jogador Ronaldo. Entre as grandes coberturas que participou, está a Copa do Mundo de 2010.

Em seu último post, escreveu um breve recado aos leitores, desejando feliz 2012 e anunciando sua volta no dia 11.

Leia mais: aqui

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. chico moreira guedes 1 de janeiro de 2012 19:28

    Eu também, Jairo! RIP

  2. Jairo llima 31 de dezembro de 2011 17:12

    Puta que o pariu, taí um cara que eu gostava de ler quando o assunto não era futebol.

  3. Jóis Alberto 31 de dezembro de 2011 10:51

    O falecimento de Daniel Piza representa uma grande perda para o jornalismo, e em especial para o jornalismo cultural, não só por Daniel Piza ter morrido ainda tão jovem, aos 41 anos, mas principalmente pelo imenso talento dele.

    A primeira vez que vi o nome dele foi nos anos 90, no caderno cultural da “Gazeta Mercantil”, que até então praticamente só publicava traduções de textos de arte e cultura de jornais de economia norte-americanos e europeus.

    Com Daniel Piza como editor de cultura, o caderno da “Gazeta Mercantil” passou por várias mudanças e transformou-se no melhor jornalismo cultural impresso que se fazia no Brasil à época, melhor inclusive que o ótimo jornalismo cultural que já se fazia no “Estadão”, jornal em que Daniel também se destacou.

    Nessa época da “Gazeta Mercantil” Daniel Piza ainda era pouquíssimo conhecido, mas logo depois, pelo grande talento, ele tornou-se uma referência no jornalismo cultural brasileiro, tema sobre o qual ele publicou um dos seus livros mais conhecidos e adotado nos cursos de comunicação social – jornalismo do Brasil.

    Sem dúvidas, Daniel Piza era um ótimo exemplo de profissional para as novas gerações de jornalistas. E continuará sendo, através da perenidade dos livros dele.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo