José Emílio Pacheco ganha Prêmio Cervantes

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O escritor mexicano José Emílio Pacheco recebeu hoje o prêmio Cervantes 2009, o mais importante prêmio literário da língua castelhana. Ele é acompanhado de 125 mil euros e destaca o trabalho do escritor que, com o conjunto de sua obra, tenha contribuído para enriquecer o legado literário hispânico.

Parte da geração de escritores surgida no México nas décadas de 50 e 60, Pacheco, 70 anos, é considerado um dos mais importantes poetas e contistas do país. Ele é conhecido por seus relatos amargos de adolescentes crescendo em um México tomado pela corrupção e por injustiças sociais. Entre seus livros mais conhecidos está o romance “Las Batallas en el Desierto”, 1981, ainda inédito no Brasil.

Entre os vencedores do Cervantes estão Jorge Luís Borges, Mario Vargas Llosa e Carlos Fuentes. A vitória de Pacheco reforça uma lei não escrita pela qual o prêmio é dado alternativamente a um escritor espanhol e a um hispano-americano. O escritor catalão Juan Marsé foi o premiado em 2008. Em 2007, o Cervantes foi dado ao argentino Juan Gelman.

“Quero deixar claro que este prémio é para toda a literatura mexicana, que não sai muito das nossas fronteiras”, disse o escritor, ao tomar conhecimento de que lhe fora atribuído o Prémio.

Para o autor mexicano, escrever poesia “é uma forma de resistência contra a barbárie”, a mesma que frequentemente encontra numa Cidade do México que é “um lugar inóspito, a perfeita desconhecida”, como escreve em “A la extranjera”, poema do livro “La edad de las tinieblas” (2009).

No ano passado obteve o Prémio Rainha Sofia de Poesia ibero-americana. Em Portugal tem traduzida a colectânea de contos “As batalhas no deserto”, edição da Oficina do Livro.

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