Josué e o Jornalista

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Encontrar pessoas pedindo dinheiro nas ruas de Natal não é muito difícil.

Basta dar uma pequena volta por qualquer bairro e as abordagens variam entre pedidos sinceros, agoniados, agressivos ou até bastante simpáticos.

Sejam simples andarilhos, limpadores de para-brisa ou vendedores de qualquer coisa, as pessoas que pedem tem a difícil tarefa de tentar arrancar um minuto de atenção para conseguir uma pratinha, seja para comprar o feijão dos meninos ou para simplesmente tomar mais um trago.

Entre uma abastecida da caríssima gasolina e um almoço num shopping que daria para pagar a refeição de três pessoas, parai para dar atenção a um homem que anda com uma colher, uma cartela de analgésicos e um maço de cigarros em uma das mãos.

“Vocês jornalistas parecem mais que são membros de algum partido politico. Se você for um jornalista de verdade vai lá na comunidade do Maruim e conte a verdade”, disse Josué Sousa de 63 anos.

Concordei em silencio, entreguei as duas moedas de R$ 0,25 que tinha nas mãos fui pra casa estudar mais um pouco sobre ética jornalística e marcar uma pauta.

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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