Lama e Cães

homem e cão

De verde, olhar …
Incógnta:
Raivosos… Crueis e frios.
Quem sabe ou saberá lê-los…(?)
Caminham pelas sombras da noite, sem afeto, sem saudades…
Rimando solidão e desgraça
Seus pensamentos ruminando,
Perdidos na cama da lama
Mornas calmas, desejariam ter.
Mas já não podem, nelas crerem…
Seguem… Seguem o destino que teceram nas caladas da infeliz gestação
…Assim parece que nasceram.
Têm pés cansados, sorrisos duvidosos…
Seu mundo é puro desabrigo,
Sua unica companheira não lhes beija as feridas …
E delas escorrem suas vidas
Cães largados nos dicionários… Dimensão perdida.
Fomes vorazes lhes tingem as víceras e células que descamam em quase-morte.
Miseráveis bichos…
Envoltos na pobreza que lhes trouxe a sorte…(?)
Não olham para trás, nem para os lados,
Têm olhos vendados pra não mirarem seu infinito (fim)
São podres como um túmulos por dentro…
Nas suas estranhas, entranhas deslizam vermes …
Que aguardam o banquete final.
Sobras de homens,
CÃES NA LAMA…

(Ednar Andrade)

(21*01*2011)

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Ednar Andrade 23 de janeiro de 2011 15:03

    Queridos, Da Mata e Lívio, lama e cães e no contexto da realidade:
    Homens como cães… Quero dizer: existem cães e homens que, na lama, como cães, sobrevivem e eu os conheço.

    Abraço, queridos.

  2. João da Mata 22 de janeiro de 2011 9:30

    o cão

    Esse cão que por mim passa nem liga
    Segue puxado por uma linda mulher que
    também não me fornece o telefone.

    O cão caseiro recebe carinho e ração balanceada
    Quando viaja- a mulher- deixa o cão no hotel.
    Ele bate o rabo de alegria e eu que não ladro

    Empunho um semblante de inveja.
    Não tenho pretensão a coveiro de cães
    Nem tão pouco cuidar do seu covil

    Ainda não entendi porque ela prefere
    O cão que ladre, morde e lambe
    A mim que só engulo a saliva

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo