Lançada a programação oficial do Flipipa 2011

Poesia, romance, biografia, novela. Crítica, tradução e memória. Alicerçada nesses temas, a programação do Flipipa 2011 foi lançada oficialmente nesta segunda-feira, com café da manhã que reuniu jornalistas de cultura, autores e patrocinadores. O festival acontece de 17 a 19 de novembro, na praia da Pipa, distrito praiano pertencente ao município de Tibau do Sul.

São mais de 30 autores nas mesas literárias, lançamentos, Casa das Palavras, Cavaleiros da Cultura, Varal das Narrativas, lançamento oficial da BiblioSesc, cinema e literatura, oficinas, cajueiro da leitura, contação de histórias e muito mais ações. O curador do Festival Literário da Pipa, Dácio Galvão, reforçou a importância de eventos voltados literalmente para a valorização da literatura e para a reflexão, contribuindo com o engrandecimento das pessoas a partir da própria comunidade.

Segundo Dácio Galvão, o Flipipa tem acompanhando, de forma positiva, um modelo já consolidado e bem sucedido que surgiu em Parati, com a Flip, e vem reverberando em eventos como a a Tarrafa Literária de Santos, a Balada de Vila Madalena, a Mostra Literária de Passo Fundo e a própria Flipipa, que comemora a marca de três anos em sincronia de pensamento. “É importante citar que o Flipipa não é uma feira de livros e sim um festival onde a literatura é o foco principal”, disse Dácio Galvão.

Os 80 anos da poesia, de Manoel Bandeira passando por Oswald de Andrade, Carlos Drummond, a poesia marginal de 70 até os poetas contemporâneos serão o foco de algumas reflexões. O romance, a reportagem e a novela também serão assuntos de reflexão. Idéias e escritas de nomes de grande relevância na literatura brasileira contemporânea, como Davi Arrigucci Jr, Eucanaã Ferraz, o português Miguel Sousa Tavares, Fernando Morais, Rubens Figueiredo, Carlito Azevedo, Arnaldo Antunes, Thelma Guedes. A memória também é resgatada através do legado deixado pelo sertanista e escritor Oswaldo Lamartine, Câmara Cascudo e Oswald de Andrade, além de uma homenagem a Manoel Dantas e o crítico e poeta Antônio Bento, que em sua fazenda em Goianinha, recebeu Mário de Andrade e selou o encontro entre o modernista e o coquista Chico Antônio.

As mediações e debates ganham reforço de peso de autores locais, como Edgar Dantas, Paulo Bezerra [Balá], e do poeta Paulo de Tarso Correia de Melo, na obra literária do sertanista Oswaldo Lamartine de Farias. Mais o historiador Marcos Silva, a professora Edna Rangel e o poeta Diógenes da Cunha Lima debruçados nas cartas de Câmara Cascudo e Mário de Andrade. Miguel de Sousa Tavares estará com Woden Madruga, Rubens Figueiredo e Carlos Fialho, Eucanaã Ferraz com João Batista de Morais Neto, Arnaldo Antunes com Jarbas Martins, o biógrafo Fernando Morais com Cassiano Arruda Câmara, a autora de Cordel Encantado terá como interlocutora a psicóloga Junguiana Márcia Veltrini e Héverton de Freitas. E mais conferência de Davi Arrigucci tendo a apresentação de Dácio Galvão, Carlos Azevedo com Ana de Santana.

O festival literário ganha um espaço mais aconchegante em sua terceira edição, e deixa a praça do Pescador. O novo local não poderia ser mais propício a viagem literária: no alto de uma falésia, na entrada da rua principal, com todos os espaços interligados a Tenda dos Autores — um espaço ainda maior que na edição anterior.

O Flipipa 2011 tem patrocínio de: Ministério do Turismo e Prefeitura Municipal de Tibau do Sul. Apoio da InterTv Cabugi, Ecocil, Sebrae, Fecomércio, Companhia das Letras, Hotel Ponta do Madeiro, Associação dos Hoteis e Pousadas da Pipa, Fiern, CaboTelecom, Sethas, Tribuna do Norte, Mariz Comunicação, 98FM, Cooperativa Cultural da UFRN, Sebo Vermelho, Haras Água Boa, Amil e Vitaminas FDC.

Realização: Projeto Nação Potiguar e Fundação Hélio Galvão.

Site oficial: www.flipipa.org
twitter: @flipipa
Facebook: facebook.com/flipipa

PROGRAMAÇÃO

17/NOVEMBRO (Quinta-feira)

17h — Coquetel de lançamento da BiblioSesc no RN

Lançamento da III edição do Flipipa

LOCAL: Área externa da Tenda dos Autores

18h — Tenda dos Autores

Mesa 1: A LITERATURA EM OSWALDO LAMARTINE, com Paulo Bezerra e Edgard Ramalho Dantas MEDIADOR: Paulo de Tarso Correia de Melo.

Oswaldo Lamartine descreveu o sertão com um requinte literário e preciosidade linguística raramente vistos nos livros sobre a cultura sertaneja. Transformou linguagem, costumes, tradições e afazeres do cotidiano rural em literatura. Sua escrita peculiar é o tema da mesa através das falas de intelectuais ligados ao autor de Ferro de Ribeiras, Uns Fesceninos, Sertões do Seridó e Vocabulário do Criatório Norte-riograndense.

Paulo Bezerra [Balá] nasceu em Acari (RN) é médico, professor aposentado da UFRN, fundador do Instituto de Radiologia do RN. Amigo próximo de Oswaldo Lamartine, por incentivo dele lançou Cartas dos Sertões do Seridó (2000). Depois veio Outras Cartas dos Sertões do Seridó (2004), Novas Cartas dos Sertões do Seridó (2009), Notas de um curioso sobre o gado Malabar (2010) e Rimas e outros versos vagabundos (2011). Edgard Ramalho Dantas é geólogo, professor do departamento de Engenharia da UFRN, estudioso do sertão e de genealogia. O mediador Paulo de Tarso Correia de Melo é considerado um dos grandes nomes da poesia potiguar, autor de Natal: Secreta Biografia, Folhetim Cordial da Guerra em Natal e Cordial folhetim da guerra em Parnamirim, O Livro das Linhagens.

19h — Tenda dos Autores

Mesa 2: ROMANCE E HISTORICISMO EM EQUADOR, com Miguel Sousa Tavares (Portugal). MEDIADOR: Woden Madruga

Miguel Sousa Tavares nasceu no Porto em 25 de Junho de 1952. Filho da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen e do advogado Francisco Sousa Tavares, começou a sua vida profissional como advogado. Depois, tornou-se jornalista e escritor. Lançou mais de dez livros, entre eles Equador (Cia das Letras) — obra que recentemente adaptada para televisão e exibida no Brasil via TV Brasil — Rio das Flores, Anos Perdidos (Oficina do Livro) Não te Deixarei Morrer, David Crockett (Oficina do Livro) Sul – Viagens (Relógio D’Água) O Segredo do Rio (Relógio D’Água). É colunista do jornal Público, colaborador da revista Máxima e comentarista da RTP, a televisão portuguesa. Dono de opiniões fortes, costuma travar polêmicas em vários campos: política, literatura, esportes e outros.

A mediação e apresentação é do jornalista, cronista e intelectual Woden Madruga, titular há mais de 30 anos da coluna WM, página 2 do jornal Tribuna do Norte e ex-presidente da Fundação José Augusto, maior instituição cultural do Estado.

20h30 — Tenda dos Autores

Mesa 3: POESIA LINGUÍSTICA-VISUAL EM ARNALDO ANTUNES com Arnaldo Antunes. MEDIADOR: Jarbas Martins

Arnaldo Antunes é um artista múltiplo. Poeta, compositor, músico, ex-Titãs, performer, faz experiências com vídeo e artes plásticas. Influenciado pela poesia concreta e pelas idéias dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, sempre fez poemas com grande preocupação visual e musicalidade. Lançou Como é que chama o nome disso (Publifolha, 2006), Melhores Poemas (Global Editora, 2010), Antologia (Vila Nova de Famalicão, Portugal, 2006), ET Eu Tu (Cosac & Naify, 2003), Palavra desordem (Iluminuras, 2002) — Prêmio Jabuti na categoria poesia — Outro (Mirabilia), 40 escritos (Iluminuras, 2000), Doble duplo (Barcelona: Zona de Obras/2000), As coisas ( Iluminuras, 1992. Como músico, tocou no grupo Titãs de 1982 a 1992, fez carreira solo — com dez discos gravados — e participou do projeto Os Tribalistas. Para comemorar os 50 anos, lançou Iê Iê Iê CD/DVD gravado em casa.

O mediador é Jarbas Martins, poeta e professor universitário de Comunicação e Artes visuais da UFRN. É autor de Contracanto (1996/EDUFRN), poema-livro Antielegia para Emmanuel Bezerra (Sebo Vermelho/ 2009) e organizou a antologia de sonetos 14 Versus 14 (Sebo Vermelho, 1994). Integra diversas antologias, organizadas por nomes como Constância Duarte/Diva Cunha, Assis Brasil, Tarcísio Gurgel e J.Medeiros. Foi correspondente, nos anos 70, da revista alternativa paulista Escrita, editada por Vladir Nader.

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18/NOVEMBRO (Sexta-feira)

18h – Tenda dos Autores

Mesa 4: CONVERSA EPISTOLAR ENTRE MÁRIO DE ANDRADE E CÂMARA CASCUDO, com Marcos Silva e Diógenes da Cunha Lima. MEDIADORA: Edna Rangel.

A amizade a distância entre os dois grandes estudiosos da cultura brasileira, Câmara Cascudo em Natal, e Mário de Andrade em São Paulo, originou centenas de correspondências. A troca de confidências e idéias, importantes para o entendimento de nossa brasilidade, resultou no livro Câmara Cascudo e Mário de Andrade: Cartas, 1924-1944 (Global), organizado pelo escritor e estudioso da obra andradina, Marcos Antonio de Moraes, vencedor do 53º Prêmio Jabuti na categoria Teoria/Crítica Literária.

A epistolografia das duas personalidades literárias, em sua abordagem multidisciplinar, é o ponto de partida do debate tendo a participação do historiador Marcos Silva, professor de Metodologia da História da USP, potiguar radicado em São Paulo, organizou o Dicionário Crítico de Câmara Cascudo (Perspectivas) Ver Histórias: o ensino vai aos filmes (Hucitec), Rimbaud ETC – História e poesia, entre outros. E o poeta, escritor e presidente da Academia Norte-Riograndense de Letras, Diógenes da Cunha Lima. Autor de cerca de 32 livros, entre poesia, memórias e pesquisa histórica, são de sua autoria “Câmara Cascudo, um brasileiro feliz” (1978), Corpo Breve (1980), Os Pássaros da Memória (1994) e O Livro das Respostas (1996).

Para mediar estará a professora Edna Maria Rangel de Sá especializada em Literatura Brasileira e Língua Inglesa, mestra em Literatura Comparada e doutora em Educação. Atualmente, é professora de Práticas de Leitura e Escrita, na Escola de Ciências e Tecnologia da UFRN. Estuda cartas há 12 anos e foi a primeira pesquisadora a estudar a correspondência completa trocada entre Mário de Andrade e Luís da Câmara Cascudo.

19h30 — Tenda dos Autores

Mesa 5: POESIA: MODO DE SENTIR, com Carlito Azevedo. MEDIADORA: Ana de Santana.

Poeta, crítico, tradutor e editor carioca, Carlito Azevedo, 50 anos, recebeu o Prêmio Jabuti após estrear na literatura com o livro de poesia Collapsus Linguae (1991). Publicou também As banhistas (Rio de Janeiro: Imago, 1993); Sob a noite física (Rio de Janeiro: 7Letras, 1996); Sublunar (Rio de Janeiro: 7Letras, 2001) e Monodrama (2009), com o qual foi finalista do Prêmio Portugal Telecom de 2010. Tem livros publicados em Portugal, Espanha e Argentina, além de participar de diversas antologias poéticas publicadas na França, nos Estados Unidos, na Itália, na Colômbia e no México. Dirige a coleção de poesia Ás de colete, das editoras Cosac & Naify e 7Letras.

Ana de Santana é mestra e doutora em Literatura Comparada (UFRN). Professora e pesquisadora do IFESP e da UnP. Editora científica da revista Quipus (UnP), autora dos livros de crítica A nação Guesa de Sousândrade, Adélia Prado e a poética do falanjo, e dos livros de poesia Danaides e Em nome da pele.

21h — Tenda dos Autores

Mesa 6: LITERATURA E REPORTAGEM: OS ÚLTIMOS SOLDADOS DA GUERRA FRIA com Fernando Morais. DEBATEDOR: Cassiano Arruda Câmara.

Um dos mais importantes biógrafos brasileiros, Fernando Morais é mineiro de Mariana e tem 65 anos. É jornalista desde 1961. Trabalhou nas redações do Jornal da Tarde, Veja, Folha de S. Paulo e TV Cultura. Recebeu três vezes o Prêmio Esso e quatro vezes o Prêmio Abril de Jornalismo. Foi deputado (1978-1986), secretário da Cultura (1988-1991) e da Educação (1991-1993) do Estado de São Paulo. É autor do roteiro da minissérie documental Cinco dias que abalaram o Brasil, sobre o suicídio do presidente Getúlio Vargas, exibida pelo canal GNT/Globosat. Antes de Os últimos soldados da Guerra Fria, escreveu os livros Transamazônica, A Ilha, Olga, Chatô, o rei do Brasil, Cem quilos de ouro, Corações sujos (Premio Jabuti – Livro do Ano de 2001), Toca dos Leões, Montenegro e O Mago (biografia de Paulo Coelho). Publicado em mais de vinte países, em 2004 Olga foi transformado em filme pelo diretor Jayme Monjardim. Já Corações Sujos foi adaptado para o cinema pelo Vicente Amorim em 2011.

Cassiano Arruda Câmara é jornalista, titular da coluna Roda Viva há mais de 30 anos, primeiro no Diário de Natal e depois no Novo Jornal, do qual é fundador. Foi também diretor da Tribuna do Norte nos anos 1960. Escreveu dois livros de memórias: Repórter na Roda Viva, sobre sua vida de redator, e Hotel de Trânsito, que contextualiza a Natal de 1969, o jornalismo da província no período da Ditadura e sua prisão no hotel de trânsito da Aeronáutica. Foi professor do Departamento de Comunicação Social da UFRN.

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19/NOVEMBRO (Sábado)

16h — CAMINHADA LITERÁRIA – Baía dos Golfinhos até SPA da Alma (3km) Caminhada organizada por Fernanda Bauernan e Ana Brito com participação da comunidade, escritores, aberta a interessados. Leituras e oralizações durante o percurso. Poeta convidada: Michelle Ferret

17h — Tenda de Autógrafos da Cooperativa Cultural/UFRN Lançamento do romancista Arthur Martins (Habeas Asas, Sertão do Céu) e da contista Luisa Geisler (Contos de Mentira), vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2010.

Arthur Cecim nasceu em Belém do Pará, em 1971. É escritor, tradutor e professor de língua inglesa e estudante de Filosofia na Universidade Federal do Pará. Tem diversas poesias publicadas e traduções de poesias, entre elas as do poeta inglês William Blake, em revistas e sites literário. Conquistou o Prêmio SESC de Literatura 2010, com o romance “Habeas asas, sertão do céu”.

Luisa Geisler nasceu em Canoas (RS) e estuda Relações Internacionais, em Porto Alegre. Contos de Mentira é seu livro de estreia, chegando a conquistar o Prêmio SESC de Literatura 2010. Participou de uma oficina de criação literária do escritor Luís Antônio de Assis Brasil, na Faculdade de Letras da PUC-RS. Em 2010, venceu o concurso Histórias de Trabalho (categoria Conto), promovido pela prefeitura de Porto Alegre

17h30 — Sarau musical com Camila Masiso e Diogo Guanabara.

LOCAL: Área externa

18h — Tenda dos Autores

Mesa 7: CORDEL ENCANTADO: TELENOVELA E LITERATURA, com Thelma Guedes. PARTICIPAÇÃO: Márcia C. Veltrini. MEDIADOR: Heverton Freitas.

A apropriação da literatura pela telenovela Cordel Encantado, através de seus arquétipos (reis, cangaceiros, misticismo), a linguagem ficcional e sua aproximação com a literatura de cordel é o tema do debate, com a presença Thelma Guedes, escritora e roteirista, bacharel em Letras e mestre em Literatura pela Universidade de São Paulo. Autora dos livros de contos “Cidadela Ardente” (1997) e “O Outro Escritor” (2003), entre outros. Autora da Rede Globo desde 1997, escreveu as telenovelas O Profeta (2006), Cama de Gato (2009) e Cordel Encantado (2011), todas em parceria com Duca Rachid.

Participação de Marcia C. Veltrini, psicóloga clínica, especialista em Psicologia Analítica (Junguiana) pelo IBEHE/SP e PUC/PR. E mediação de Heverton de Freitas, jornalista, formado pela Faculdade Casper Líbero, morando em Natal desde 1991. Já trabalhou na Folha de S. Paulo, Diário de Natal, Tribuna do Norte e Novo Jornal. Também foi secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Natal.

19h30 — Tenda dos Autores

Mesa 8: O MODERNISMO, MANUEL BANDEIRA E OUTROS. Conferência de Davi Arrigucci Jr. APRESENTAÇÃO: Dácio Galvão.

Crítico, escritor, romancista, ensaísta, tradutor, professor aposentado de teoria literária, o paulista Davi Arrigucci Jr, 67, é considerado um dos críticos literários mais importantes da literatura brasileira. É autor de O guardador de Segredos, Enigma e Comentário, Humildade, Paixão e Morte, Achados e perdidos [Prêmio Jabuti de Literatura em 1979] e Enigma e Comentário [ainda Prêmio APCA de 1987]. Lançou também O escorpião encalacrado (sobre Julio Cortázar), Humildade, paixão e morte: a poesia de Manuel Bandeira, O cacto e as ruínas (sobre Manuel Bandeira, Murilo Mendes e o modernismo brasileiro) e Coração partido (sobre Carlos Drummond de Andrade) e Ugolino e a Perdiz.

Apresentação de Dácio Galvão, poeta e curador do Festival Literário da Pipa, autor de Palavras, palavras, palavras (poemas); Da poesia ao poema (ensaio) da poesia concreta ao poema processo, e do livro sonoro Poemúsicas, com participações de Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Naná Vasconcelos, Alceu Valença, entre outros. É Mestre em Literatura Comparada e doutorando em Literatura e Memória Cultural pela UFRN. Foi secretário de cultura de Natal.

20h — Tenda dos Autores

Mesa 9: POESIA EM ROTAÇÃO: O TEXTO DE EUCANAÃ FERRAZ, com Eucanaã Ferraz. MEDIADOR: João Batista de Morais Neto

Poeta e professor de literatura da UFRJ, pesquisador da poesia portuguesa contemporânea, Eucanaã Ferraz (1961, RJ) é editor da revista literária Serrote (IMS), autor de diversos livros de poesia, como Martelo (1997), Desassombro (2002), Rua do mundo (2004) e Cinemateca (2008), e do volume Vinicius de Moraes (2006). Organizou os livros Poesia completa e prosa de Vinicius de Moraes (2004) e Nova antologia poética (2008), também de Vinicius, Letra só (2003) e O mundo não é chato (2005), de Caetano Veloso, além da antologia Veneno antimonotonia (2005). Além de grande poeta, é apaixonado por livros para crianças. Seu mais recente, Palhaço, macaco, passarinho, com a parceria de Jaguar, publicado pela Companhia das Letrinhas, recebeu da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ o prêmio de Melhor Livro para Criança.

O mediador João Batista de Morais Neto é poeta e professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), e doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Publicou artigos e poemas no contexto da Geração Mimeógrafo, utilizando-se de pseudônimo João da Rua. É autor de Temporada de Ingênios e outros (2006); Geração Alternativa ou um alô pra Helô (ensaio – 2007); A canção e o absurdo revisitados (ensaio – 2001); Caetano Veloso e o lugar mestiço canção (ensaio – 2011); O veneno do silêncio (poesia – 2010).

21h30 — Tenda dos Autores

Mesa 10: ROMANCE E NARRATIVAS, com Rubens Figueiredo. MEDIADOR: Carlos Fialho.

Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2011 com a obra “Passageiro do Fim do Dia”, editado pela Companhia das Letras, e também finalista do Prêmio Portugal Telecom deste ano, o romancista, tradutor e contista Rubens Figueiredo nasceu no Rio de Janeiro em 1956. É formado em letras na Universidade Federal do RJ, atua também como professor de português e tradução literária. Em 1998 seu livro de contos As palavras secretas recebeu os prêmios Jabuti e Arthur Azevedo. Novamente foi Prêmio Jabuti em 2002 pelo livro Barco a Seco. Como tradutor, é responsável pela tradução de pelo menos 50 obras da literatura mundial. Também lançou, de sua autoria, O Mistério da Samambaia Bailarina, O Livro dos Lobos, A Festa do Milênio.

O mediador Carlos Fialho é autor de “Verão Veraneio” (Crônicas, 2004), “É Tudo Mentira!” (Contos, 2006) e “Mano Celo” (Crônicas, 2009), participou da antologia “Como se não houvesse amanhã – 20 contos baseados em músicas da Legião Urbana” (Ed. Record, 2010), colaborou com a Revista Nova Escola, com o site literário Cronópios e desde 2010 é cronista aos sábados do Novo Jornal (RN). Há seis anos criou o selo literário Jovens Escribas, junto com outros autores de sua geração, que hoje se transformou numa editora.

Comentários

Há 9 comentários para esta postagem
  1. Jarbas Martins 1 de novembro de 2011 7:57

    Abração, meu cumpade Lívio.

  2. Jarbas Martins 1 de novembro de 2011 7:53

    É responsa demais para o terceiro poeta mais conhecido de Angicos, caras amigas e amigos.

  3. Lívio Oliveira 31 de outubro de 2011 16:25

    Todos juntos, Marcos!

  4. João da Mata 31 de outubro de 2011 16:15

    Sobre a Literatura Potiguar

    Existe para além daqueles que não a conhecem. Uma literatura feita por profissionais e amadores. A literatura feita no RN é pouco lida. Alguns, ainda, tentam vende-la e se promover como marqueteiros e participantes dos clubinhos. Dizer que não existe uma literatura potiguar na terra de Câmara Cascudo é no mínimo ignorância. O que existe é falta de leitores dessa literatura. O que existe são pessoas que não acreditam nem em si nem tão pouco nos outros.
    A literatura e cultura do nosso estão em plena expansão e não pode ser comparada com outras. Somos novinhos e nos últimos cinqüenta anos, com a criação da UFRN, essa literatura cresceu em todos os sentidos, seja quantitativamente quanto qualitativamente. Muitas teses e livros foram publicados sobre os fazedores dessa rica cultura.
    No nosso estado existem pessoas sérias e estudiosas para além dos grupinhos e grifes daqueles que pouco conhecem o livro e já decreta a sua morte.

  5. Marcos Silva 31 de outubro de 2011 16:02

    Oba, oba, oba! Haverá, pelo visto, uma transubstanciaçãoplural no FLIPIPA! Que vengan los toros!

  6. Lívio Oliveira 31 de outubro de 2011 16:00

    Anne, querida, infelizmente não estou mais na tal rede social, twitter,etc. Nem frequento o fakebook. Nem blog eu tenho mais, amiga. Sou uma figura quase invisível, hoje. Um sem-rede. A não ser a de dormir, empurrando a parede, lentamente, com o pé, relaxando dos dias frenéticos nas noites lentas.
    Mas, tenho certeza que a festa é grande. Quanto a Jarbas e
    Marcos, prestigiarei sempre. Pipa nos será agradável. Deixarei, também, de ser um sem-praia.

    Um beijinho.

  7. Anne Guimarães 31 de outubro de 2011 15:13

    Pluralistas, colaboradores e leitores…
    Dia 17 a festa será grande!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Lívioooooooo… Eu e Ednar acabamos de falar de vc no facebook, rsrsrs…. coisas boas claro! (assim como citamos também nosso editor, Denise Araujo, João Da Mata…. e todos os que semeiam amor aqui e lá na rede social…)
    Pensamos em nos reunir no Flipipa, prestigiar Jarbas e Marcos, amigos tão queridos. Entre em contato conosco ok?
    “A vida se tece de sonhos… e é na arte da palavra que descobrimos a essência da vida, pulsando em cor.”
    Beijos ternos!!!!!!!!!!!!!!!!
    🙂

  8. Alex de Souza 31 de outubro de 2011 14:42

    A Flipipa valoriza e respeita os autores potiguares. Pense num evento invocado.

  9. Lívio Oliveira 31 de outubro de 2011 14:08

    Arnaldo Antunes e Jarbas Martins: duelo de Titãs
    à vista. Gostei de saber sobre esse encontro.
    Jarbas, mi compadre, aguarde-me. Eu vou invadir sua praia. rs.
    Abração!

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