Lançamentos e novos ventos (parte 2)

The day afther; Terça feira, 15/12/12, durante um café da manhã nas instalações do SEBRAE em Natal/RN, aconteceu o lançamento do Guia do Setor Eólico do Rio Grande do Norte. Um guia a ser disponibilizado a empresas e empresários, que participam ou desejam participar do seguimento de energia eólica. O guia analisa o mercado, disponibiliza informações sobre construção e montagem; operação e manutenção; bem como barreiras e perspectivas do setor. Com uma explanação de renomados diretores e administradores, mestres e doutores, aconteceu a apresentação oficial do guia. Doutores, com doutorados internacionais, com nomes franceses ou ingleses, em modelos presenciais, e até a distância, ou até no modelo sanduiche, com os orientadores e tutores em outros lugares geográficos. Com este cenário, de palco e atores, foi apresentado o Guia. Os ingredientes estavam dispostos e oferecidos sobre a mesa, cada um poderia construir seu próprio sanduiche, com ingredientes e informações.

Na entrada do prédio (SEBRAE) os automóveis dos renomados mestres e doutores não identificados, ocupando as calçadas, reduzindo o espaço destinado e estipulado para pedestres, encobrindo as faixas amarelas, com piso táctil obedecendo normas técnicas. Diversas desobediências técnicas de engenharia e de transito foram observadas ao redor, da casa do conhecimento e apoio as empresas. Os doutorados e os mestrados estudam e criam normas para serem usadas e respeitadas, mas desobedecem às normas técnicas, de seus próprios companheiros denominados como: pensadores, administradores e engenheiros. Também conhecido por produtores de conhecimento. Deuses da academia do conhecimento, os filhos de Lattes.

O Guia tem como autores os professores, citados em capa: Claudio Bosco Mendonça Oliveira (UFRN) e Renato Samuel Barbosa de Araújo (IFRN); e coautores os professores: Darlan Emanuel Silva dos Santos (CTGAS-ER), Érika Christiane Correia de Lima (CTGAS-ER) e Neilton Fidélis da Silva (COPPE-UFRJ). Tem como organizadores, apoiadores, financiadores e executores do projeto: Banco do Nordeste, CTGAS-ER, FIERN e SEBRAE.
Durante o café foram apresentados alguns detalhes sobre o Guia, e algumas particularidades foram também citadas. Como um guia pretencioso, pioneiro e único no setor: no estado, no Brasil e talvez no mundo. Comparando com outros setores de energia, um guia que saiu na frente, no tempo e nas necessidades do novo setor energético.

Uma lacuna foi observada em tudo que foi apresentado sobre o guia. A não participação de um meteorologista ou um climatologista. O guia parece ter ficado a cargo dos engenheiros. Nenhum nome foi mencionado daqueles que estudam o clima e o tempo. Uma torre instalada ou um gerador em funcionamento, constituem uma nova estação de coleta de dados, importantes para a meteorologia, que pode ser adicionado as informações de cartas meteorológicas ou mapas de tempo. Um ponto que não foi focado, ficou fora do mapa. Em um guia para operadores, faltou uma parcela dos formadores de dados e conteúdo. Meteorologistas poderiam ter contribuído com informações sobre compra e manutenção de equipamentos.

O mundo criou cartas meteorológicas baseadas em dados numéricos, com dados de coleta e arquivos ao longo do tempo. E esqueceu os dados atuais com uma nova configuração da superfície terrestre. Acredita nos dados gerados em alguns computadores que não recebem os dados atuais com a modificação provocada pelo desmatamento, pela urbanização, e pela poluição. O tempo em evolução e a Terra em movimento. Atritos e eixos variáveis ao longo do tempo.

E daqui um tempo surgirão novos resolutos de novos e previsíveis problemas. Chegarão com dados e informações captados por satélites, acompanhando a mancha populacional e as marcas do desmatamento. Muitos dos desmatamentos provocados pela instalação de aero geradores, em grandes parques. A atual meta de desmatamento zero, abre precedentes para um desmatamento, que hoje diz-se que trará benefícios e redução da pobreza. A reprodução e a repetição de um mesmo tema. Administradores públicos já apontam órgãos de meio ambiente, impedindo um crescimento econômico estadual, desejam mais desmatamento em nome do crescimento.

E a indústria eólica já começa com suas pás atadas, por falta de pesquisas e estratégias de manutenção. A falta de dados coletados e dados disponíveis de serem coletados. As falhas técnicas detectadas ainda dependem de mão de obra especializada, a disposição de atendimento em um tempo útil necessário.

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