Lanterna na Proa

Por Tácito Costa

BALANÇO DO FESTIVAL LITERÁRIO DA PIPA

Mais um grande Flipipa. O evento cresceu, agregou novas atrações culturais e achei que este ano atraiu mais gente. A dúvida agora é saber se continuará, com a ida de Dácio Galvão pra Capitania das Artes. Se acabar será uma perda lamentável, logo agora quando está consolidado de vez.

Como é natural nesse tipo de evento, tivemos algumas mesas boas, outras mais ou menos, umas que provocaram tédio e outras, ainda, sem tempero.

Comecemos pelas boas, que foram em maior número, graças a Deus: a de Zuenir Ventura e Woden Madruga (Ficção e Memória); a de Tatiana Salem, João Paulo Cuenca e Carmen Vasconcelos (Ficção, um experimento literário); a de Reinaldo Moraes e Mario Ivo (À margem, na literatura brasileira); a de Ana Miranda e Napoleão Paiva – FOTO (Romance, história e poesia).

As mais ou menos: de Sérgio Sant’Anna e Rafael Gallo (Narrativas de amor e arte); e a de Nelson Xavier, Vicente Serejo e Henrique Fontes (A dramaturgia no universo de Jorge Amado).

As que causaram tédio: de Suely Costa, Humberto Hermenegildo, José Luiz Ferreira e Neroaldo Pontes (O modernismo na poética de Câmara Cascudo); a de Antonio Cícero e Carlos Braga (Modernismo e modernidade em Drummond).

A sem tempero (segundo o pessoal da Tribuna): a de Joyce Pascowith, Tácito Costa e Eliana Lima. Mesa em que caí de paraquedas. No meu lugar era pra ser o editor da Tribuna, Carlos Peixoto, que de última hora desistiu. Candinha e Dácio, amigos, me pediram para substituí-lo. Não tive como recusar.

Não acompanhei as mesas de Mayara Costa e Lívio Oliveira (Itajubá o exílio), e a de Bené Fonteles Paulo Wanderley e Marcos Lopes (Luiz Gonzaga: uma poética musical). Ambas começavam por volta das 18 horas, hora sagrada pra mim – e não é porque é a Hora do Ângelus. É a hora da sopa e sempre estava na padaria mais próxima, tomando uma com pão francês. Alguém comentou comigo depois, lá no Sebo Vermelho, não lembro agora quem, que gostou da mesa sobre Itajubá.

Um dos grandes momentos do festival literário, porém, ficou por conta do teatro. A encenação de “Sua Incelença, Ricardo III”, com o grupo Clows de Shakespeare. Eu até já tinha assistido a peça antes (uma das primeiras apresentações), lá em frente ao barracão do grupo, em Nova Descoberta, mas assisti novamente. Fiquei com a impressão de que a montagem está ainda melhor.

No mais, assinava o ponto todo dia no Sebo Vermelho e na Cooperativa Cultural, onde a moçada se concentrava para entrar noite – e dia – adentro. Senti falta de João da Mata, mas o resto do povo estava todo lá. Esses ajuntamentos são massa – como diria o nosso Rolim.

Este ano, pela primeira vez, ficamos numa pousada mais afastada do centro, a Morada dos Ventos, sob comando da simpática Tânia. Gostei demais, ideal para quem quer tranquilidade. Retornarei.

Comments

There are 4 comments for this article
  1. Pingback: Balanço do Festival Literário da Pipa | Diário do Tempo
  2. Alex de Souza 26 de Novembro de 2012 7:59

    tava indo-me embora, no sábado, quando trombei com joão da mata e homero, serelepes, aportando em Pipa. Vi só a sexta-feira e achei ótimo.

  3. Jarbas Martins 26 de Novembro de 2012 8:15

    E agora, amigo Dácio ? Se você deixar o comando do FLIPIPA, vão te chamar de desertor.Se não for para a Secretaria de Cultura (parece que a FUNCARTE vai virar Secretaria, ouvi dizer), vão te chamar de que ?

  4. Jóis Alberto 26 de Novembro de 2012 20:51

    Do ótimo texto de Tácito, o trecho que mais gostei foi a confissão dele acerca do horário da sopa com pão francês! Gostei também da bela foto com o grupo teatral da talentosa Titina Medeiros. O resto? O resto é variação sobre o mesma tema!

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