Lanterna na Proa

Bruna Hetzel e trio se apresentou no Circuito Ribeira

Por Tácito Costa

Num projeto com tantas e boas opções, mas com horários coincidentes, como o Circuito Cultural Ribeira, realizado ontem, você tem de eleger alguns eventos pra acompanhar e esquecer o resto, certo de que passou batido em alguma coisa importante. Foi o que fiz, optei pela programação em Nalva Café (audiovisual e música) e na Casa da Ribeira (teatro), mesmo tendo coisas boas nos dois locais no mesmo horário.

Escolhas que apontam pra minhas preferências culturais, cinema e música, senti falta de algo relacionado à literatura. Poderia ter sido em Nalva mesmo, um escambo, sarau ou palestra, coisa simples, mas que contemplasse os que gostam também de literatura.

Infelizmente, não deu pra conferir a peça “Proibido Retornar”, na Casa, tinha de pegar o ingresso antecipadamente e não cheguei a tempo. Mas não tive do que me arrepender porque a palestra sobre cinema, com a professora Ana Cecília, os curtas exibidos pela Zoom, e por último o show “Influência do Jazz”, com a cantora Bruna Hetzel, em Nalva Café, foram compensadores.

Não conhecia ainda o trabalho de Bruna Hetzel, que fez seu show acompanhada de guitarrista, violoncelista e baterista (ela apresentou-os, mas não anotei os nomes). Conheci-a de vista do Cineclube Natal, não sabia que cantava.

Gostei muito do show, que foi de Cole Porter a Moacir Santos e Cartola, além de composições autorais.

DANÇA

Na quinta-feira, 11, fui ao Teatro Alberto Maranhão assistir “Proibido Elefantes”, da Cia. Gira Dança. Na semana anterior (06), vi na Casa da Ribeira, a montagem de “Teia”, misto de dança e teatro, do Balé da Cidade de Natal, baseado na obra “Doroteia”, de Nelson Rodrigues. Além disso, tenho visto algumas coreografias na TV Sesc, que abre muito espaço pra dança brasileira.

A dança contemporânea, embora visualmente exuberante, muito bonita mesmo, só é compreensível pra mim a partir da leitura das sinopses impressas das coreografias, geralmente distribuídas à entrada das casas de espetáculo.  Eu não saberia escrever – honestamente – sobre ela.

É a conclusão a que chego após leitura dessas sinopses que enxergam tanta coisa nas coreografias que eu não alcanço. Mais parecem uma viagem lisérgica sobre esses espetáculos. Sinto-me meio frustrado porque minha ‘viagem’, comparada com a que leio nas sinopses, é de uma limitação atroz.

Comentários

There is 1 comment for this article

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo