“Lei Chico de Brito”

O artigo de Wálter Fanganiello Maierovitch e a entrevista de Fábio Konder Comparato (demos chamadas com links ontem) oferecem instantâneos sem retoques da justiça brasileira. Um quadro preocupante e capaz de deixar os mais otimistas de cabelo em pé diante da esculhambação a que chegou a justiça no país. Leiam e tirem suas conclusões.

Lembro, contudo, que a situação já foi muito pior. Não tem nem comparação com o que ocorria nas décadas iniciais do século passado. A biografia do Padre Cícero, que estou lendo, revela como as coisas eram resolvidas naquela época: na “Lei de Chico de Brito”, traduzindo, na bala. Aliás, já tinha ouvido falar nesse termo, mas não sabia a origem, que está relatada na pág. 346 do livro e conta a deposição do coronel Antônio Luiz da prefeitura do Crato pelo coronel Francisco José de Brito.

O relato é do biógrafo Lira Neto: “Chico de Brito invadiu o gabinete de Antônio Luiz de arma em punho e esbravejou: Desocupe o cargo, que de hoje em diante quem manda aqui sou eu! O Coronel Antônio Luiz tentou argumentar: “Baseado em que lei?” Nesta aqui, ó, disse Brito, apontando o revólver em direção ao peito do adversário”. Estava criada a “Lei Chico de Brito”

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