Leitura será experiência compartilhada, prevê Bob Stein

Por Josélia Aguiar
FSP

Lojas físicas vão ser coisa do passado. Editores não serão meros impressores de livros; descobrirão onde estão as ideias para distribuí-las em rede. A leitura será cada vez mais uma experiência em comunidade: leitores vão compartilhar grifos e comentários poer meio de “social bookstores”.

Foi prevendo coisas assim, ainda mais visionário do que costumam ser os visionários que tratam de futuro digital do livro, que Bob Stein se apresentou na manhã desta terça-feira, 26, na conferência de abertura do 2º Congresso Internacional do Livro Digital, realizado pela Câmara Brasileira do Livro, em São Paulo.

Stein dirige um instituto que diz sua intenção já no nome: “For The Future of The Book” (“para o futuro do livro”).

Provocador, Stein disse que editores da velha guarda que não gostam de novas tecnologias devem vender seu negócio antes de se meter no que não conhecem.

Contou que há pelo menos 25 anos os editores americanos sabiam que o livro digital estava no horizonte. E não fizeram nada. “Perderam a oportunidade”, afirmou. “E a iniciativa partiu de empresas de fora do mercado tradicional de livros: Amazon, Apple e Google”, lembrou.

Se internautas não pagam por conteúdo, vão pagar por contexto e comunidade, prevê Stein. O futuro, portanto, não será “só fazer e-books, mas repensar todo o ecossistema”, explica. Daí decorre a ideia de “social reading”, experiência de leitura que será compartilhada por meio de nuvens. “As obras vão aparecer no brownser, não em apps”, acrescenta. Dessa nuvem, vão até poder participar autores e especialistas nos temas. Editores terão outro papel, o de construir a tal rede de leitores. “Não se trata de uma questão técnica, mas de uma nova concepção”, frisou.

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