Leituras e encontros dominicais

Por Chumbo Pinheiro

O cotidiano visto por um olhar inquieto e sedento de vida, de alegria, de descobertas, de saberes e sabores, de homens e mulheres e meninos e meninas, de sentimentos e paisagens, de espaços e tempos, do velho e do novo no vai e vem que se entrelaça de lições e lembranças que se avivam na memória e se materializam nas pontas dos dedos para a tela do computador e para as páginas dos jornais, revistas e livros.

Resgatando na memória o despertar dos sonhos, e a travessia que os conduz a realização com suas correntezas e obstáculos, e a alegria da superação, transmitindo na agitação de seu próprio agir no mundo a felicidade de muitas realizações e as possibilidades que se apresentam com passos largos para se alcançar os objetivos.

Estas são as inspirações e mais que isso as sensações que os textos reunidos em “Escola Dominical”, do jornalista Ciro Pedroza, nos provocam. Ali estão as cinquentas crônicas que o escritor cuidadosamente selecionou, embora “escolhidas sem qualquer critério rígido ou cabalístico,” contudo, com a colaboração da editora Adriana Amorim que cuidou “deles ainda recém nascidos na redação do  “Diário/O Poti.”, para “ enfrentar o implacável esquecimento e devolver-lhes a vida que o jornal um dia lhes tirou.” Passando assim da efemeridade do jornal para a longevidade da história, Ciro traz em seus textos como “Oração para que nada nos falte” a tradução daquele nosso sentimento de esperança e fé em melhores dias; em o “O coração e aquela coisa bem maior”, as lembranças de um tempo em que movidos pelos sonhos juvenis acreditávamos em uma revolução transformadora e criadora de um novo mundo, mais humano; enfim, promove um reencontro com velhos amigos, lugares, paisagens, umas mais antigas, outras mais recentes, contudo todas tendo em comum o encantamento que move os espíritos que sonham, desejam e buscam incansáveis novos saberes, conhecimento, amizade e felicidade.

A leitura de “Escola Dominical” leva-nos ao cada vez mais raro reencontro com velhos amigos, que seguiram a vida por caminhos longínquos afastando-nos no tempo e no espaço, mas permanentes em nossas histórias e memórias.

Chumbo Pinheiro é articulista, autor de “Alguns Livros Potiguares” (CJA Edições 2014).

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