Lembranças da Cooperativa Cultural da UFRN

Sou amigo muito antigo de Luís Damasceno, acho que ele é meio culpado pelos caminhos que segui na vida adulta (estudar História, ter posturas de esquerda muito heterodoxas, escrever).

Minha ligação com a Cooperativa Cultural da UFRN passou por ele. Sempre fui bem recebido pelos funcionários e lancei vários livros lá. E gostava de ficar zanzando entre as prateleiras, conversando com outros visitantes, comprar uns livros. Hoje em dia, Natal possui outras livrarias de porte.  Durante muito tempo, a Cooperativa era a melhor e penso que ainda continua a ser uma das melhores. Além de desempenhar um papel fundamental no campus.

Luís não trabalha mais na Cooperativa, isso me entristece muito. Mas continuo considerando-a de grande importância para a UFRN e Natal. Nunca encontrei algo parecido noutras universidades brasileiras (só não conheço os campi das IES federais de Amapá, Alagoas e Tocantins) . É importante preservar um patrimônio dessa natureza.

Não acompanho os embates políticos da Cooperativa, que considero naturais, existem em qualquer lugar do mundo, as pessoas que gerem a Cooperativa são seres humanos, com qualidades e defeitos. Não tenho o direito de opinar sobre eles. Julgo-me no direito de pedir aos amigos da Cooperativa e da UFRN que não joguem fora o bebê junto com a água da bacia. A Cooperativa é necessária, até muito necessária

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Jarbas Martins 30 de novembro de 2011 15:40

    Gostaria de voltar lhe ver amigo Lívio no café da Cooperativa. Foi lá onde nos conhecemos, apresentado por Luís Damasceno. Considero-o um amigo e tenho uma grande admiração por você.

  2. Lívio Oliveira 30 de novembro de 2011 14:42

    A Cooperativa do Campus faz parte de minhas boas lembranças como estudante e servidor da honrada UFRN e não me furto de visitá-la ao menos uma vez por semana ou quinzena, ritual repetido há mais de vinte anos (poxa, tô velhinho, hein?).

    Hoje, mesmo, já estive por lá, onde bati um papo rápido, porém muito interessante, com o professor e historiador Homero Costa, em meio a uma montanha de livros.

    Mas, tenho saudades dos bons papos com Bartola, Carlos Newton Jr., Damasceno…

    E, independentemente (e equidistante) da luta política que parece estar se travando por lá,gostaria de encontrar muitas mais vezes o grande Jarbas Martins. Será um prazer repetir os cafés regados a ideias, às sombras daquelas algarobas virtuais…

  3. Jarbas Martins 30 de novembro de 2011 13:33

    Certo, Marcos, a Cooperativa “é necessária, até muito necessária”.A Era Luiz Damasceno passou, é apenas uma referência.Como dói.Agora, o que a nossa Cooperativa precisa é de renovação, modernização.Por isso lancei aqui a campanha #A IMAGINAÇÃO NO PODER. Que tal o professor Alex Galeno, estudioso pioneiro, entre nós, de Antonin Artaud (fui apresentado a ele por Luís). para suceder o professor Willington Germano ?

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