Ler e escrever no RN

Caros amigos:

O post de Lívio Oliveira é excelente porque faz um balanço abrangente (eu acrescentaria o livro “Resina”, de Diva Cunha, aos ótimos lançamentos de 2009) e convida a novas reflexões sobre o tema.

Endosso o conjunto do texto. Quero reforçar a necessidade de políticas públicas e também iniciativas da sociedade civil (onde incluo grupos de escritores e leitores) para superar os problems apontados.

Sinto falta de mais bibliotecas públicas de peso em nosso estado. A internet não aboliu o objeto físico livro. As bibliotecas públicas existentes, com exceção da Zila Mamede (UFRN), são pequenas ou mal-instaladas. Precisamos de um Plano Marshall para o setor.

Sinto falta de mais atividades de difusão em alto nível. Tanto as universidades quanto a Academia de Letras e o Instituto Histórico poderiam desempenhar excelente papel nessa direção, divulgando clássicos potiguares em cursos e publicações e também contribuindo para maior debate sobre clássicos nacionais e universais.

Nos anos 60 e 70 do século passado, houve ásperas discussões entre grupos artísticos e literários. Hoje, excetuando um quase-colunismo social (o jornalismo cultural quase desapareceu no RN! slvam-se os blogs), sinto ausência de diálogos entre grupos, dá a impressão de que os grupos viraram ações entre amigos sem programas estéticos.

Quero saudar, por fim, as editoras locais, privadas e públicas. Sem elas, o panorama seria ainda mais difícil.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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