Liao Yiwu

— Meu trabalho procura reverter a lavagem cerebral a que o povo chinês é submetido. Sou uma testemunha individual; os governantes são falsificadores da memória, amnésicos. O que me assusta é que, para cair nas graças do Partido e conseguir suas benesses, a maioria daqueles que trabalham com cultura na China aceita, por iniciativa própria, participar desse jogo de falsificação e amnésia — critica o escritor, citando, entre outros, os cineastas Zhang Yimou, diretor dos espetáculos de abertura e encerramento das Olimpíadas de Pequim, em 2008, e Chen Kaige, produtor de “A fundação de uma república”, filme-propaganda bancado este ano pelo governo para comemorar os 60 anos da Revolução Comunista na China.

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