Literatura e universidade, a história de um divórcio

Por Sérgio Rodrigues

A propósito do lançamento do tijolão The Cambridge history of the american novel, produto de um coletivo de acadêmicos, o crítico Joseph Epstein publicou sábado no “Wall Street Journal” o mais devastador artigo (em inglês, acesso gratuito) que já li sobre o progressivo afastamento entre os estudos literários feitos no âmbito da universidade e tudo aquilo que na vida real faz da literatura, literatura.

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Comments

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  1. João da Mata
    João da Mata 29 de Agosto de 2011 16:16

    Durante muito tempo os principais vilões do texto de Camões , Os Lusíadas, foram os professores que o ensinava fazendo análises gramaticais.

  2. Marcos Silva
    Marcos Silva 30 de Agosto de 2011 4:08

    Conheci uma professora de ensino básico que lia Camões com adolescentes E ELES GOSTAVAM DA EXPERIÊNCIA. A chateza em leituras escolares, portanto, é mesmo falta de jeito de muitos professores pra coisa, misturada a condições precárias de trabalho e uma sociedade que trata Literatura como menos que cosmético.
    Mas o texto de Rodrigues aponta problemas que merecem discussão. Sim, existe distância entre estudos literários acadêmicos e literatura em produção. Surpreendentemente, os estudos literários investem pouco sobre a produção – ao contrário, por exemplo, dos estudos sobre artes visuais. É muito raro encontrarmos disciplinas de prática de escrita criativa em cursos de Letras. É como estudar Educação Física sem aprender a nadar. E Antonio Cândido comentou recentemente que a universidade se dedica mais ou até exclusivamente aos clássicos, evita arriscar em relação ao que está surgindo agora.
    Curiosamente, Rpdrigues fala de romances como sinônimo de Literatura: cadê a Poesia? cadê o Ensaísmo?

  3. Anchieta Rolim 30 de Agosto de 2011 11:47

    Ótimo comentário Marcos Silva.

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