Lívio Oliveira entrevista Nelson Patriota

Em primeira mão, para a apreciação livre do público leitor deste blog {O Teorema da Feira}, a entrevista que tive a honra e a felicidade de fazer com Nelson Patriota, um dos mais importantes intelectuais do Rio Grande do Norte.

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Comentários

Há 20 comentários para esta postagem
  1. Lívio Oliveira 27 de janeiro de 2011 16:38

    Li uma mensagem, no site da UBE/RN, em que Daliana Cascudo, de quem gosto e que considero minha amiga, questionava fortemente o seguinte trecho (resposta) da entrevista que fiz com Nelson Patriota:

    “É difícil julgar coisas como alcance e essencialidade de uma literatura. Mas é evidente que a literatura potiguar tem suas características, limitações e contribuições próprias, e permanece sob o domínio do nome de Luís da Câmara Cascudo, embora menos do que no passado. De todo modo, Cascudo é ainda o nome que mais repercute para além das fronteiras estaduais. O maior paradoxo dessa situação é que, sem ter sido poeta nem ficcionista, Cascudo ofusca todos os demais nomes da nossa literatura. E aí cabe a teoria de Harold Bloom sobre a angústia da influência. Cascudo é uma influência que continua angustiando cada autor norte-rio-grandense per se. É no convívio com essa influência que a nossa literatura terá de amadurecer para ganhar outras referências à altura dele.”

    Como a mensagem de Daliana foi pública, permito-me transcrevê-la aqui:

    “É uma pena que, na opinião de Nelson Patriota, o nome de Câmara Cascudo gere uma “angústia da influência” nos autores potiguares. Ele deveria, muito mais, gerar um “orgulho da influência” e um estímulo para todos os literatos, pesquisadores e poetas norte rio-grandenses. Se Câmara Cascudo é o único que ainda se destaca fora do nosso estado, é porque tem méritos literários para isto. Sua obra gigantesca, com abrangência múltipla, permanece valorizada no Brasil e no mundo. Diariamente encontramos referências a Cascudo em diversas áreas de pesquisa, tendo sido um precursor e um desbravador do Folclore, da Etnografia, da Etnologia, da Sociologia e da Antropologia, com uma obra atual e dinâmica, que acompanha as mudanças da globalização.

    Família Câmara Cascudo”

    Não vi nenhuma resposta de Nelson a Daliana, mas confesso que fiquei – com todo o respeito que tenho a Daliana e à família Cascudo – preocupado com a condição de absoluta intocabilidade que alguns (principalmente, os parentes) dedicam a nomes importantes de nossas letras. Para alguns, chamar de “bom” já parece um ataque. A crítica responsável e meticulosa fica difícil dessa maneira. Muito difícil.

    Gostaria de ver Nelson escrever um de seus artigos serenos analisando o tema. Isso aqui é só o início do debate, a meu ver. Mas, como não posso forçar Nelson a nada…

    p.s. Não sei se levarei eventuais pauladas. Mas, há de se ter coragem!

  2. Laélio Ferreira 18 de janeiro de 2011 14:15

    Pô!

    E se a banana fosse daquelas “de velho”?
    T’esconjuro e arrenego!
    (Nós “tamo” é dando trabalho ao Tácito!!!)

  3. Jarbas Martins 18 de janeiro de 2011 14:12

    Ligue pra mim, ou dê-me o seu telefone.O meu: 88126645.Aguardo.

  4. Lívio Oliveira 18 de janeiro de 2011 14:02

    Com você, Jarbas. Ora, píulas! rsrs
    Aceita?
    Não vá me dizer que, como Laélio, você está “embananado”. (ôps, Laélio!)

  5. Jarbas Martins 18 de janeiro de 2011 13:13

    Fazer uma entrevista com quem, Lívio? Não entendi direito.

  6. Laélio Ferreira 18 de janeiro de 2011 12:34

    Lívio e Jarbas, poetas:

    Vocês querem me arranjar sarna pra me coçar?!
    Até o dia 10 de março, estou completamente embananado com a impressão do livro de Othoniel. Detalhes finais, providências mil. Até um busto do xaria querido mandei fazer!
    Além disso, nosso amigo Túlio Ratto, há uns três ou quatro anos, me aporrinha por uma entrevista na Papangu e eu sempre enrolei. Tenho muito receio de me complicar, ainda mais, com a “intelectualidade conterrânea” que diz por aí que sou “a pior obra de Othoniel Menezes” (kkkkkkkk!). Todos sabem que puxo a Papai – sou um encaramujado renitente, desconfiado, avesso (epa!)
    a firulas e milongas. Só “degenero” nas glosas…
    Agradeço as serpentinas e confetes de vossas mercês!
    Prometo, aos dois bardos, que vou pensar no assunto, depois do reinado de Momo!
    Rijos (epa, de novo!) abraços,
    Laélio

  7. Lívio Oliveira 18 de janeiro de 2011 10:30

    É isso, Jarbas. Mas, para isso acontecer, Laélio tem que dar o aval.
    Por sinal, não se faça de doido não (Dozinho merece ser sempre lembrado por aqui. Né?). Quero fazer, também, uma entrevista com você.
    E aí? Concorda?

  8. Jarbas Martins 18 de janeiro de 2011 9:33

    Lívio, a idéia de entrevistar Laélio é muito boa.Além de bom poeta, sobressaindo-se nesse gênero, bem norte-rio-grandense, que é a glosa,Laélio é um grande pesquisador, escreve bem e tem uma memória prodigiosa.Boa idéia, Lívio.

  9. Lívio Oliveira 17 de janeiro de 2011 23:45

    Valeu, Laélio, por mais essa contribuição. Mantenho a promessa: serei o primeiro da fila por ocasião do lançamento. Destaco: importantíssimo lançamento!

    Apenas um reparo de minha parte: eu, como entrevistador, não poderia corrigir o entrevistado. Concorda?

    Por falar nisso, você toparia uma entrevista? Acho que tem muito a dizer.

    Se quiser, caro Laélio, mande a resposta para o meu e-mail:

    livioliveira@yahoo.com.br

    É à vera!

    Atenciosamente,

  10. Laélio Ferreira 17 de janeiro de 2011 22:26

    Tácito:Corrija, por favor, “Lélio” para “Laélio”.
    Coisa de um teclado wi-fi que tenho por cá.
    Obrigadão,
    Laélio

    • Tácito Costa 17 de janeiro de 2011 22:30

      Beleza, corrigi, não há o que agradecer.

  11. Laélio Ferreira 17 de janeiro de 2011 22:22

    Poeta Lívio Oliveira.

    a) Não afirmei (leia!) que Nélson Patriota não elogiou e não respeitou a memória literária de Othoniel; Cingi-me, unicamente, ao cochilo imperdoável do candidato à Academia – que você, como bom entrevistador , infelizmente, não consertou, na ocasião. Não procede, pois, dizer, outro dos comentaristas, que as “as referências ao cânon potiguar foram equilibradas e bem fundamentadas”. Não tenho o costume de dizer coisas cavilosas nas entrelinhas, perder tempo com charadas. Fiz o meu dever, e fi-lo porque o quis (arre égua!), de forma clara, direta e respeitosa – sem, inclusive, apelar para as costumeiras glosas, um tanto e quanto sacanas, publicadas no “Jornal da Besta Fubana” do meu amigo Berto Filho…

    b) Em terras potiguares, o único “intelectual conterrâneo” que tentou, há poucos anos atrás, desancar o autor de “Sertão de Espinho e de Flor” foi o muito abalaiado inventor do indigesto Chico Doido de Caicó, o “poeta” Moacy Cirne – que mereceu minha pronta resposta, em uma meia dúzias de glosas e um artigo.

    c) A “Obra Reunida” de Othoniel já está na gráfica, em João Pessoa. Editoria gráfica de Marize Castro, supimpa! Todas as despesas à conta dos meus proventos de aposentado. Nada de benesses governamentais. À exceção de alguns exemplares para os poucos amigos e para a parentela, doação para o Albergue Noturno de Natal e mais duas entidades beneficentes.

    Na oportunidade, teço loa ao dono do pedaço, Tácito Costa – que demonstrou sensibilidade, publicando o comentário anterior. Demonstrou ética jornalística, às vezes rara, entre nós, canguleiros e xarias.

    Cordialmente,

    Laélio Ferreira de Melo

  12. Lívio Oliveira 17 de janeiro de 2011 15:39

    Nelson merece, Jarbas.

  13. Jarbas Martins 17 de janeiro de 2011 11:31

    Sou até suspeito para falar, em face da minha grande amizade com ele, mas considero Nelson um dos maiores ensaistas do Brasil.

  14. Lívio Oliveira 17 de janeiro de 2011 9:08

    Caro Marcos,

    É isso aí. Equilíbrio é tudo nesse mister de fazer cultura e de analisá-la. E Nelson tem essa qualidade. Além de muita competência e sensibilidade, é claro.

    Evidente que os excessos ocorrem e, às vezes, são necessários, mesmo. Senão, ficaríamos na mesmice, sempre. E arte e cultura não podem ficar na mesmice. Mas, essa é só a minha opinião…

    Gostei de ter a sua opinião sobre a entrevista com Nelson.

    Abraço.

  15. Marcos Silva 17 de janeiro de 2011 8:54

    Amigos e amigas:

    Fiquei muito contente com a entrevista de Nelson. Ele tem publicado bons livros (individuais e como organizador de coletâneas) e sua atuação no jornal “O Galo” continua memorável. As referências ao cânon potiguar foram equilibradas e bem fundamentadas. Posso discordar de um ou outro nome, preferir um ou outro nome mas nunca deixarei de reconhecer a competência do entrevistado.
    Abraços:

  16. Lívio Oliveira 17 de janeiro de 2011 8:20

    Nelson Patriota foi respeitoso e até elogioso com a memória intelectual de Othoniel Menezes. Todos que leram e que lerem a entrevista puderam e poderão perceber isso.

    Aliás, não me lembro de ter visto ou ouvido ninguém falar ostensivamente contra O.M. em terras potiguares. De qualquer sorte, acho importante que o seu filho nos tenha trazido mais informações a respeito do poeta e intelectual de escol que nossa terra conseguiu produzir.

    Afinal de contas, esse é um importante e talvez o maior papel que Laélio Ferreira cumpre em vida: a defesa da memória e da arte literária de Othoniel Menezes.

    Espero ainda, por tal razão, as obras completas de O.M. anotadas e comentadas por Laélio. Serei o primeiro da fila no dia do lançamento.

    Fico grato pela contribuição, caro Laélio, e sei que Nelson também ficará. Além de Othoniel e o (combalido) mundo intelectual do RN, é claro.

  17. Laéio Ferreira 16 de janeiro de 2011 18:01

    EM NOME DO PAI…

    Nélson Patriota (*) – como todo mundo e Seu Raimundo aqui na “terra de Poti mais bela” sabem – é candidato, quase eleito, já, já, à Academia de Letras (na vaga de um parente, como sói, há décadas).

    Na sua caminhada rumo ao fossilizado sodalício da Rua Mipibu, entrevistado por um blogueiro/fotógrafo conterrâneo (em ritmo de tango e rock, me pareceu!), ao deitar falação sobre o poeta e jornalista Othoniel Menezes, meu Pai – apesar das extensas, universais e variadíssimas leituras, além das traduções (Skakespeare, Goethe, Tennyson, Auden, Frost, Borges) que registra e ostenta no currículo – demonstrou, Nélson, absoluta desinformação em relação à obra do “Principe Plebeu” na nossa – hoje combalida, bem se vê – “literatura potiguar”.

    “Descobriu”, o futuro par do silogeu jerimunlandense, in verbis:

    “Da mesma forma, o conto potiguar vem ganhando autonomia crescente desde Antônio de Sousa Otoniel Menezes, Myriam Coeli e Eulício Lacerda a Nilson Patriota, Tarcísio Gurgel e Bartolomeu Correia de Melo.”; e

    “Lembremos que faltou à glória da Academia Francesa o nome de Molière; à brasileira, o grande poeta Mario Quintana e à norte-rio-grandense o grande vate Otoniel Menezes.”

    Isto posto, à guisa de auxílio à campanha do escritor rumo à Imortalidade, na qualidade de herdeiro do Poeta (embora já se tenha dito, por aí, anonimamente, que sou a “pior obra” do bardo, quá, quá, quá!) , dando muita fé, declaro, para maior tenência, que Othoniel NUNCA escreveu um CONTO sequer na sua atribulada existência.

    A pedido de intelectuais pernambucanos, no final de 1929 – quando morava na cidade de Pesqueira -, esboçou um romance: “Janina, a princesinha caeté”. A trama do livro era centrada numa aldeia indígena existente nas proximidades do Município de Cimbres-PE. Numa viagem de trem, retornando a Natal logo depois da revolução de 1930, perdeu o romance, escrito em 150 folhas de papel almaço.

    Sobre a participação (ou não!) de Othoniel na Academia de Letras do RN, basta-me transcrever, abaixo, o que registrou o competente biógrafo Cláudio Galvão, às fls. 223/226 do seu “Príncipe Plebeu –uma biografia do poeta Othoniel Menezes” (FAPERN, 2010):

    “As relações de Othoniel Menezes com a Academia Norte-Rio-grandense de Letras nunca foram cordiais. Em nem poderiam sê-lo. Preso por conta da sua participação no movimento de 1935, viu-se alijado do movimento de fundação em 1936 e da formação do primeiro quadro de sócios.

    Jamais se candidatou a nenhuma vaga que ocorresse, mantendo-se em comedida distância da instituição que reunia tantos dos seus amigos.

    Com o falecimento em 1957 de um desses seus amigos, o poeta Bezerra Júnior[1], que seu nome foi comentado para sucedê-lo. O poeta, entretanto, não mostrava o menor interesse em se candidatar e preencher os requisitos necessários. Então, vários acadêmicos resolveram inscrevê-lo eles próprios, na esperança de ter Othoniel entre seus pares.

    Veríssimo de Melo adianta-se em comentar o assunto e publica a crônica “Othoniel – candidato único”, em A República:

    Esta era a notícia que circulava ontem à tarde nos círculos intelectuais da cidade: Othoniel Menezes é o candidato único!

    Não se trata de uma candidatura política, que Titó (Othoniel, na intimidade), nunca teve embocadura para essas violências. Mas, uma candidatura literária.

    O príncipe dos nossos poetas, autor de tantos livros encantadores, o poeta da “Praieira”, a canção que vive na boca de todos os natalenses, candidatou-se afinal à Academia Norte-Riograndense de Letras.

    ……………

    Mas, – a verdade deve ser dita – se Othoniel Menezes já não é imortal há muitos anos é porque ele próprio não o quis. São coisas do seu temperamento, que sendo poeta, está plenamente justificado. E principalmente quando se é poeta como ele, espontâneo, lírico, universal.

    …………..

    Saudemos, pois, o poeta Othoniel Menezes, não por ser apenas um candidato único à vaga deixada pelo saudoso poeta Bezerra Junior, mas pela sua decisão, há tanto esperada pela cidade, de honrar com sua presença a nossa Academia Norte-Riograndense de Letras.

    Em reunião realizada a 27 de abril já tramitava o processo de inscrição de Othoniel Menezes como candidato à cadeira 26, que tem como patrono o poeta Antônio Glicério (1881-1921). O presidente Manoel Rodrigues de Melo passou o processo ao acadêmico Américo de Oliveira Costa, membro da Comissão de Sindicância, para dar parecer.[2]

    Cerca de uma semana após, já novamente se reunia a Academia para voltar a tratar do assunto. Em sessão do dia 1º de maio, o acadêmico Rômulo Wanderley leu parecer da comissão de sindicância, indicando que processo estava conforme o regimento. Othoniel era o único inscrito e foi eleito à unanimidade. Estiveram presentes os acadêmicos Manoel Rodrigues de Melo, Francisco Ivo Cavalcanti, Carolina Wanderley, Virgílio Trindade, Antônio Fagundes, Esmeraldo Siqueira, Raimundo Nonato, Américo de Oliveira Costa, Hélio Galvão, Bruno Pereira, Rômulo Wanderley, Veríssimo de Melo, Aderbal de França, Otto de Brito Guerra, Palmira Wanderley e Paulo Pinheiro de Viveiros. Com mais duas cartas com votos de Onofre Lopes e Eloi de Souza, o poeta foi eleito por 18 votos. O plenário aprovava, assim, a sua entrada na Academia, sem seguir os caminhos que todos haviam percorrido, que vinculavam a inscrição pessoal e campanha para a obtenção de votos, feita através de cartas e apelos a acadêmicos e recorrendo a padrinhos influentes.

    Veríssimo de Melo propôs a formação de uma comissão para comunicar ao poeta a sua eleição. O presidente Manoel Rodrigues de Melo nomeou os acadêmicos Veríssimo de Melo, Rômulo Wanderley, Esmeraldo Siqueira e Hélio Galvão.

    Não há mais referência ao assunto nas atas seguintes.

    Não se sabe como Othoniel recebeu a notícia. Por seu estado depressivo e pelas velhas mágoas acumuladas não deve ter-se entusiasmado com a distinção.

    Nunca tomou posse da honraria e nunca esqueceu a sua não inclusão na instituição em tempos anteriores e mais oportunos. Vivendo mais no lado imaterial da vida, gozava dos que se orgulhavam de ser “imortais”. Sua veia crítica e observação ferina ousaram pintar uma genial caricatura de um vaidoso acadêmico, vendo-o na empáfia de um peru:

    OS PERUS

    Orgulhoso, rondando no terreiro,

    o peru, pedagogo cem por cento,

    com o papo inflado, a arrebentar de vento,

    arrota redundância, o dia inteiro.

    Risquem-lhe em torno um círculo: o portento

    não avança; não sai do picadeiro.

    Fica ali, a dançar, pobre ponteiro,

    na estática animal do Pensamento.

    Somente no cacófato, completo

    seu tipo, o sapientíssimo sandeu:

    fabrica gás do milho do alfabeto…

    Não se acuse a justiça, de bufona:

    – fuão peru é par do Silogeu,

    fazendo roda… em cima da poltrona!”

    (*) “Nélson Patriota é jornalista de formação. Publicou, entre outros, A Estrela Conta (Natal: A.S. Livros, 2003), Antologia Poética de Tradutores Norte-rio-grandenses (Natal: Editora da UFRN, 2008) e Colóquio com um leitor Kafkiano (contos – Natal: Jovens Escribas, 2009). Tem inédito o romance Um Homem chamado Silêncio. Traduziu: Como Melhorar a Escravidão, de Henry Koster (Natal: Editora da UFRN, 2003), e A Literatura de Cordel no Nordeste do Brasil, de Julie Cavignac (Natal: Editora da UFRN, 2006). Organizou os seguintes livros: Poemas Reunidos de Luís Patriota (Natal: edição do autor, 2001), Vozes do Nordeste (com o professor Pedro Vicente Costa Sobrinho ­ Natal: Editora da UFRN, 2001), Bosco Lopes: Corpo de Pedra – Dispersos & Breve Fortuna Crítica (Natal: Editora da UFRN, 2007), e Artigos e Crônicas de Edgar Barbosa (Editora da UFRN, Natal: 2010). É co-autor dos seguintes livros: 400 Nomes de Natal (Natal: Prefeitura de Natal, 2000), Dicionário Crítico Câmara Cascudo (Rio de Janeiro; Natal: Perspectiva; EDUFRN, 2003) e Clarões da Tela (Natal: Editora da UFRN, 2005). Como jornalista, dirigiu cadernos de cultura nos jornais A República, Tribuna do Norte, Diário de Natal, Revista RN Econômico, entre outros. No Período de 1996 a 2001 dirigiu o jornal cultural O Galo, da Fundação José Augusto. Atualmente é responsável pelos programas especiais da Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, é colunista do site http://www.substantivoplural.com.br. É membro do Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte, e editor da sua Revista. Diretor de Divulgação da União Brasileira de Escritores do Rio Grande do Norte – UBERN “(Fonte: http://www.ubern.org.br/?page_id=638)

  18. Lívio Oliveira 16 de janeiro de 2011 11:53

    Minha gratidão pela sensibilidade de sempre, caro Monteiro. Certamente, Nelson ficará feliz, também.

    Abração!

    Lívio

  19. Lívio Oliveira 16 de janeiro de 2011 11:52

    Monteiro escreveu:

    Nelson Patriota é um dos escritores do Rio Grande do Norte cuja audiência deveria ser no mínimo nacional (como aqui em Pernambuco também temos um Nelson — o Saldanha — cuja voz mereceria ser ouvida pelo País).
    Dono de vasta cultura, crítico-ensaísta, autor de imaginação já comprovada nos seus contos, eu espero que o romancista anunciado para breve venha melhorar o quadro da atual ficção brasileira, aportando-lhe a contribuição de um espírito agudo e inquieto (por trás da sua aparente calma franciscana para com todos e tudo) como o do amigo que aprendi a admirar desde quando vinha regularmente a Natal, para visitar o saudoso Franco Maria Jasiello ou, então, para participar das bienais organizadas pelo ativismo cultural exuberante de outro amigo, Pedro Vicente Sobrinho.
    Parabéns pela ótima entrevista, Lívio!

    Fernando Monteiro

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