Livrarias Siciliano estão proibidas de vender autores potiguares no RN

Por Daniel Dantas
NO DE OLHO NO DISCURSO

Tem uma coisas incompreensíveis no ambiente cultural dessa cidade. No início da noite, autores como Clotilde Tavares, Carlos Fialho e Patrício Júnior começaram a repercutir a boa nova da literatura potiguar: as lojas da livraria Siciliano, em Natal, estão proibidas, por tempo indeterminado, de vender livros de autores e editores do estado.

Desse modo, Clotilde, por exemplo, que lançou seu último livro na semana passada, na Siciliano, não pode vendê-lo na livraria. Ela disse, no entanto, que seus livros publicados por editoras de fora, como a 34, estão à venda na livraria. Carlos Fialho disse que desde agosto o selo Jovens Escribas não pode ser vendido na livraria. Hoje foi informado que nenhum autor potiguar está sendo vendido lá, até segunda ordem. A ordem veio da matriz.

Segundo Patrício Júnior, o argumento é a necessidade de recadastramento das obras. Elas foram recolhidas das prateleiras.

Censura? O que está havendo? O que há no fundo?

Cabe um boicote contra a livraria?

Comentários

Há 10 comentários para esta postagem
  1. Carol Vasconcelos 28 de setembro de 2011 17:29

    Como escritora e potiguar, gostaria de entender o que está acontecendo e saber o porquê desta proibição. Acho isso um absurdo! Já estou divulgando pelas redes sociais e no meu círculo de amizades.

  2. Amanda Gurgel 4 de setembro de 2011 18:07

    Mas olha só!!! Por isso q procurei “A cega natureza do amor”, acho q semana passada, e n encontrei… Eu to aki tentando ensaiar uma reação e n consigo… O q é q ta acontecendo nessa cidade, minha gente? Mais cedo foi a notícia do cancelamento do Show d Rosa d Pedra e o fechamento do Buraco da Catita. e agora essa… Alguém m traz uma água c açúcar, por favor???

  3. Pingback: Escritores potiguares boicados | O jornaleiro
  4. Bethânia Lima 3 de setembro de 2011 21:19

    Que esquisito! Nunca tinha ouvido falar nisso…mescla de desleixo com desrespeito!

  5. Anchieta Rolim 3 de setembro de 2011 18:42

    Eu gostaria de saber onde fica a matriz da Siciliana?

  6. Alice N. 3 de setembro de 2011 16:35

    Eu acho que cabe sim um boicote à Siciliano. Até porque há outras ótimas livrarias na cidade.

  7. Pedro Paulo 3 de setembro de 2011 14:25

    É preciso valorizar o que é da terra.

  8. Anchella Monte 3 de setembro de 2011 10:58

    Meu Deus!!! Que lógica há nisso? Autor do Rio Grande do Norte é, antes de tudo, autor. Cabe-lhe qualquer prateleira e qualquer livraria. E o nonsense torna-se maior porque a maioria dos lançamentos recentes tem se dado justo na Siciliano. Mas é preciso que o surreal habite páginas literárias e não o espaço que as abriga.

  9. Marcos Antônio Lins 3 de setembro de 2011 10:40

    Diga uma novidade boa vinda de Natal RN? Se a justificativa é o que foi dito, haja incompetência. Por que então esse recadastramento não foi feito?Eis aí o reflexo absoluto do apreço relegado ao autor local. TEM muito mais nessa situação do que esta sendo explicado.

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