Livro ‘A Resistência ao Golpe de 2016’ será lançado segunda-feira, 20, em Natal

Considerado o primeiro livro a esmiuçar o golpe de estado jurídico-midiático contra a presidente Dilma Rousseff, ‘A Resistência ao Golpe de 2016’, será lançado segunda-feira, 20, a partir das 18h30, no auditório do IFRN central. Reúne artigos de juristas, jornalistas, políticos, filósofos, sociólogos, artistas e ativistas de movimentos populares

Do papel do STF à atuação da mídia, das “pedaladas fiscais” aos meandros do Poder Legislativo, do papel dos atores políticos internacionais aos bastidores da Lava Jato, da crise de representatividade à ofensiva golpista, são inúmeros os recortes, ângulos e perspectivas sobre a decisão tomada pelo plenário da Câmara dos Deputados em abril de 2016 – a de aceitar a abertura do processo de impeachment contra a Presidente da República Dilma Rousseff.

“As abordagens são variadas, cada autor busca fazer uma análise a partir da sua área de atuação. Os artigos tratam sobre o papel do empresariado, da mídia, do Judiciário e do próprio Congresso no golpe”, explica o advogado e professor universitário, Nasser Ahmad Allan.

A maioria dos autores do livro é brasileira, como Luís Nassif, Miguel do Rosário, Wadih Damous, Tarso Genro, Guilherme Boulos, João Pedro Stédile, Giovanni Alves, Tarso Cabral Violin, Ricardo Lodi Ribeiro, Afrânio Silva Jardim, entre outros. Mas nomes internacionais como o de Boa Ventura de Souza Santos também estão presentes na obra, que teve seu primeiro lançamento em Brasília, com a presença de Dilma Rousseff.

A coletânea foi organizada pela professora da PUC e doutora em Direito, Gisele Cittadino, pela professora de Direito Internacional da UFRJ, Carol Proner, pelo advogado Marcio Tenebaun e o advogado trabalhista Wilson Ramos Filho. Quem publica é a Editora Praxis.

Durante o lançamento em Natal ocorrerá um “Grande ato pela democracia”, que contará com palestras de João Ricardo W. Dornelles e Zéu Palmeira Sobrinho. O evento é gratuito, com a venda do livro no local. Será realizado pelo Comitê de Juristas Potiguares pela Democracia em parceria com a Adurn, Sindipetro e Sinasefe.

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