Livros de Salinger não me marcaram

Mário Ivo, Pedro Lucas e Rodrigo Levino são fãs de J. D. Salinger. Comentaram a morte do escritor no Twitter e eu pedi desculpas por não gostar tanto quanto eles do escritor. Confesso que me incomoda quando um livro ou autor agrada ou é objeto de devoção de leitores cultos e eu não entendo o porquê.

Essa não é a primeira e nem será a última vez que isso acontece. J. D. Salinger, como outros importantes escritores, passaram por mim e não me dei tanta conta assim. Não ficaram inscritos na minha memória afetiva de leitor hedônico.

Claro, não sou doido de achar que o ‘erro’ é do escritor, é meu mesmo, que não alcanço o valor das obras (nas outras artes também ocorre o mesmo). Quanto a isso, nada a fazer senão disfarçar e ficar quietinho no meu canto pra evitar ser enxovalhado, quiçá trucidado pelos mais incompreensivos.

Além de “O Apanhador no Campo de Centeio”, li também “Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira & Seymour, uma apresentaçao” (com outro nome: “Pra Frente com a Viga Moçada! E Seymour, uma apresentaçao”). Não li os contos enfeixados em “Nove histórias” e o romance “Franny & Zooey”.

Não que os dois livros que li sejam ruins. Não é isso, entendam bem. Mas não estão entre os melhores ou os que me marcaram mais. É curioso porque para muitos leitores “O Apanhador…” figura como a obra mais importante de toda a literatura (li essa afirmação de um leitor na FSP).

Tenho vontade de reler “O Apanhador…” Afinal, o li há bem uns 20 anos. Só para tirar a prova dos nove. A morte do escritor agora deu-me um bom motivo para voltar ao seu livro mais importante.

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