Livros, pensamento, sensibilidade

Amigos e amigas:

A notícia sobre o acervo destruído em biblioteca pública potiguar (mais instalações desconfortáveis, precárias e hostis) é deprimente: que estamos fazendo conosco?
Faço questão de isentar os bibliotecários de responsabilidade pessoal pelo descalabro: todos os profissionais da área com quem convivi e convivo são pessoas sérias e responsáveis, que sabem muito bem qual a importância dos livros no mundo.
Agora: como silenciar a irresponsabilidade de gestores que não prevêem a garantia do patrimônio espiritual da humanidade, contido em livros que se expõe a chuva, microorganismos e outros fatores destrutivos?
Que tal promovermos uma campanha permanente de defesa do patrimônio em livros? Bibliotecas privadas são vendidas a quilo, quando seus organizadores morrem. Bibliotecas públicas são destruídas com a conivência de quem deveria zelar por sua presença na cena social.
Tenho a impressão de que nós, escritores e leitores, temos atitudes auto-centradas: compramos nossos livros, lemos em casa e deixamos a sociedade sem ler. Conivência com o descalabro?
Uma nota de esperança potiguar: a Biblioteca Zila Mamede, na UFRN, funciona bem.
Abraços entristecidos:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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