Lobato, pinçado e injustiçado por um viés que não compromete a sua obra

A acusação de uma certa eugenia na obra lobatiana é antiga e ninguém pode negar o que ele escreveu na sua vasta correspondência.

Cassiano Nunes – um grande estudioso da sua obra – não pratica uma critica apologética e faz criticas que não desmerecem a obra desse grande brasileiro. Grande incentivador do livro e editor pioneiro. O criador da literatura infantil no Brasil nos ensinou o gosto pela leitura. Comecei lendo o D. Quixote para crianças de Lobato e depois me apaixonei pela obra máxima de Cervantes.

O Arnaldo Bloch no seu artigo publicado em o globo, esqueceu de pinçar outros pontos dessa personalidade múltipla e de curiosidade insaciável. Que pensou um país grande e lutou muito por nossas riquezas naturais.

Um homem que lutou contra as injustiças no Brasil. Nenhum grande escritor brasileiro falou tanto das classes menos favorecida. Machado foi acusado de elitista e Rui Barbosa foi responsável pela queima dos arquivos do trafica de escravos. Ninguém é perfeito, dizia Billy Wilder.

Ninguém amou mais o Brasil que esse homem. Lutou pelos analfabetos, pelos caboclos, pelos menos favorecidos e carecidos de justiça.

Lobato ensinou o Brasil a ler. A acusação de eugenia não invalida a sua obra. Podemos questionar o homem – mas; a obra é eterna.

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