Lobo Antunes/Entrevista

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A sua dedicação à escrita é total. Às vezes não se sente sozinho, no meio de tudo isto?

Às vezes, sinto. Claro que sinto. Há um poeta latino que dizia: “Quando estou sozinho sou todo meu.” Passava tardes com o Ernesto Melo Antunes e, praticamente, proferíamos dez ou 15 frases. As pessoas com quem me entendo melhor são, em geral, pessoas que falam muito pouco. Ou então são pessoas que falam muito porque me distraio, deixo de ouvir ao fim de cinco minutos e basta dizer que sim de vez em quando. Mas, depois da doença, aprendi a jogar com as cartas para cima porque, ao pé do nosso fim físico, tudo o resto perde importância.

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