Loucos amedrontados

Por Thaís Pedroso

O maior problema interpessoal das relações humanas em todo o mundo certamente é o sexo. Poucas pessoas, conseguem compreender sobre esse assunto de forma inteligente tanto do sentido emocional/psicológico, quanto do sentido cognitivo. Vivemos na sociedade do Tabu e do preconceito. Fomos programados para termos experiências restritivas, de modo a sermos controlados como humanos, e passamos a achar a restrição natural.

As mulheres levam a maior parcela da desvantagem, pois, quando o assunto é sexo são facilmente consideradas promiscuas, com suas escolhas sexuais mais liberais, começam a ser confundida com caráter e personalidade, como se não fossem confiáveis.

Os homens também não estão livres do preconceito, mais eles são muito mais preconceituosos do que as mulheres, e foram programados para ser assim. Homem comedor é garanhão, é o macho. Não existe homem neste mundo que não transaria com 2 mulheres ao mesmo tempo, sejamos honestos…

Também são poucas as mulheres que não gostariam de uma noite com um gogo boy… e nem precisa rolar penetração, afinal, sexo não é penetração… Incrivelmente conseguimos nos deixar manipular e enganar de forma tão auspiciosa que nos parece verdade absoluta e incontestável a monogamia sexual e a repressão da libido.

Chega a ser inexplicável e irracional a nossa percepção do sexo e do outro, nos levando a uma vida muito mais limitada do que poderíamos. Sei que é fácil estar escrevendo isso, mas, na prática a coisa muda de figura, porque somos os seres do preconceito, na verdade, bem pouco humanos, bem pouco bons, e quase nada verdadeiros.

Somos nós sociedade doente e autodestrutiva, um bando de loucos amedrontados, ignorantes e imediatistas, nós somos uma farsa, uma farsa para nós mesmos, aceitando e vivendo dentro dessas regras que nos levam a um só lugar: imbecilidade…

Quem disse que a gente tem que trabalhar, estudar, acordar cedo, casar, ter só uma parceira(o), ter carro, ter casa, ter, ter, ter… Essa sociedade doente e decadente, da qual somos coniventes e parte do espetáculo. Não queridos, nós não somos inteligentes, achamos que somos.

Deus meu, como somos ridículos, rsrsrs, somos miseráveis, realmente miseráveis… temos mais preconceitos do que bondade, temos mais obrigações do que qualidade, somos tão… é triste, realmente triste, nós sociedade dos loucos amedrontados… que acreditam ser sãos e destemidos… fechando os olhos para viver e ser feliz. Oxalá que possamos evoluir… e que meus filhos vivam em outras perspectivas, e essas, mais reais.

Comments

There are 3 comments for this article
  1. Tácito Costa
    Tácito Costa 14 de Abril de 2010 16:56

    “O maior problema interpessoal das relações humanas em todo o mundo certamente é o sexo”. Eu trocaria a palavra “sexo” por repressão. O desenvolvimento do seu texto reforça isso. Não é fácil escapar da camisa-de-força imposta pela sociedade, quer ela seja capitalista, comunista ou outro “ista” qualquer. Suas opiniões remeteram-me ao filme “Na natureza selvagem”, dirigido por Sean Penn. Talvez porque o assisti recentemente. Por sua vez, o filme faz referência a Thoureau e outros rebeldes que se insurgiram contra o modelo de vida imposto a eles. Concordo com você. Como somos ridículos!

  2. Edjane Linhares 14 de Abril de 2010 21:56

    Que foto maravilhosa! Desde que não nos prendamos a generalidades, nós, mulheres, não quebraremos os grilhões da repressão sozinhas.

  3. Thaís Pedroso 16 de Abril de 2010 16:28

    É com alegria que vejo meu texto sendo lido por pessoas das quais não conheço, mas, que já admiro pelo conteúdo das idéias. Querido Tácito, sua observação foi muito importante e realmente a palavra repressão parece-me mais adequada, no entanto, coloquei o sexo, porque somos todos nós, fruto do ato sexual, onde tudo começa. É exatamente por isso que deveriamos socialmente compreende-lo de outra forma.
    Assistirei ao filme. Grata.

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