Loucura

Oh, loucura! Dizem que te tenho
Mas nada sabem
Sou lúcido, apenas confuso

Se assim não fosse
E eu a tivesse
Tudo seria fácil, pois nunca apareces

Fica o louco
Que te carrega
Desculpado pelo erro que comete

Tenho-te apenas por instantes
Que são suficientes
Para uma vida se desgraçar pra sempre

Não posso te culpar por isso, seria covardia
De minha parte, não terás essa culpa
Eu sei, todos te têm um pouco

Por isso te peço desculpas
Se por um momento, eu te aceitasse
E dessa desgraça te culpasse

Desculpe, loucura, pois os normais não tem CURA.

Sou artista visual, fiz várias exposições individuais e coletivas, já participei de salões, palestras, seminários, whorshop, projetos culturais, oficinas de arte, intervenções urbana e etc... Escrevi um livro de poemas "Agonia" que é mais pessoal que poético e gosto do portugues escrito de forma simples onde pessoas com menos formação acadêmica tenham condição de ler e entender. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 11 comentários para esta postagem
  1. Jéfte Lemos 16 de março de 2012 15:08

    Putz, Rolim , platonismo , loucura, aceitação dos outros de e de si, iquer mais poesia? boa muito boa …

  2. Gizelle Saraiva 1 de março de 2012 23:14

    Excelente, Rolim! Não me lembro ter lido um texto melhor sobre a loucura.
    Realmente, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a verdadeira loucura não aparece, não chama a atenção. Porque é preciso ser muito normal para se permitir manifestações de excessos, de vontades fora dos padrões, momentos de liberdade de sentidos.
    É necessário muita consciência de si, para se permitir PARECER louco. Já que SER louco é bem mais fácil e nem chama a atenção.
    Parecer normal o tempo todo é que de fato é enlouquecedor. Porque o normal, constante, correto e previsível não é humano.
    Ser humano é ser errante, confuso, mutante ,,, E ser normal é justamente o contrário.Por isso, se alguém insiste em ser normal corre um grande risco de torna-se louco. Um louco quietinho, é claro, trancado por dentro e com um código de barras na testa.
    Mas se deixar levar pelas suas vontades, desejos e impulsos de vez em quando, mesmo correndo o risco de parecer maluco, é a única chance de se permitir ser em si, de verdade e com prazer.
    “Desculpe, loucura, pois os normais não tem CURA…”
    Concordo em número, gênero e grau, Rolim! Parabéns pelo texto!

  3. Anchieta Rolim 13 de dezembro de 2011 21:37

    Valeu Romana, que bom que gostou.” Eu queria uma redinha para balançar o tempo e fazê-lo tarde no meu dia lento…”. Massa! Parabéns.

  4. Romana Alves Xavier 13 de dezembro de 2011 13:01

    Só os loucos são normais…essa poesia é realmente um convite à loucura enigmática da poesia…Parabéns! Abraço, Romana

  5. Anchieta Rolim 13 de dezembro de 2011 10:26

    Lee, Olavo, obrigado pelos comentários.Valeu!!! Saudades de vocês…

  6. Olavo Saldanha 13 de dezembro de 2011 9:04

    Eu conheço Rolim
    E quem com ele convive
    Sabe que sua alma vive
    Em ebulição, assim.

    Abraço artista.

  7. Anchieta Rolim 13 de dezembro de 2011 7:50

    Foge não BLira, foge não…rsrsrsrs

  8. Lee Araujo 12 de dezembro de 2011 22:52

    Mistura de força e delicadeza próprias do carinho entranhado dentro do ser de Rolim! Muit, muito , muito apreciável o poema,mano! Deus te abençoe sempre no seu “olhar”.

  9. Anchieta Rolim 12 de dezembro de 2011 20:40

    Obrigado Jarbas, seu comentário é gratificante. Abração!

  10. BLira_RN 12 de dezembro de 2011 20:05

    Dessa poesia ninguém pode fugir um pouco, pois de médico e louco…

  11. Jarbas Martins 12 de dezembro de 2011 15:19

    Não conheço outros poemas de Anchieta Rolim, mas esta mostra dá-nos bem a medida do seu grande talento.Ritmo e imagem a serviço de uma corrosiva ironia.Parabéns, poeta.

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