Lua

Saí procurando alguma coisa sobre o filme Direto da Lua, de Rob Sitch e só encontrei uma sinopse bem pobre: “Baseado em fatos verídicos, o filme conta a história dos homens responsáveis pelas imagens da Apollo 11 e sua viagem à Lua. Quando a NASA envia o seu melhor homem para supervisionar as operações, ele descobre uma pequena cidade de excêntricos australianos e uma sarcástica equipe de cientistas”.

A sinopse não dá conta da real dimensão deste pequeno, mas interessante filme, que se insere na tradição de filmes como Os Eleitos e Apolo 11. Filmes competentes sobre acorrida espacial americana. Quando você procura pelo filme citado lá em cima, o que encontra na web são vários sites sobre uma suposta fraude do século, defendendo que as imagens da conquista da lua foram forjadas. São pessoas do mesmo tipo daquelas que não acreditam na existência de Shakespeare.

O filme toca num ponto sensível dessa história. O abandono gradual do programa espacial americano. De lá para cá todos os governantes americanos preferiram investir pesado na indústria da guerra e foram cortando rapidamente as verbas para as pesquisas espaciais. O resultado é o que vemos aí. O gigante capitalista em crise, o mundo mais perigoso e a ciência definhando. Com o dinheiro que gastaram nessas guerras já teríamos ampliado nossas fronteiras no universo e as causas de muitos problemas na terra já teriam encontrado alguma solução.

Karl Sagan deve estar chorando em seu túmulo.

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Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. carlos de souza 20 de maio de 2011 8:13

    obrigado ednar. preciso fazer duas retificações: o nome do filme é apolo 13 e e carl sagan não é com k.

  2. Ednar Andrade 19 de maio de 2011 10:53

    Imagine, querido Carlão, o homem dentro da Lua, sem curtir o luar, nem luau…

    Eu acredito em Shakespeare… Rs… Na conquista da Lua… (…)

    Beijos, querido, valeu a postagem.

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