Lugar-comum

corvos em campo de trigo

(“Corvos num campo de trigo”, de Van Gogh).

Ali, onde o vento
Espana as plantas
Espalhando vida;
Onde pássaros
Polinizam flores;
Onde as sementes
De trigo
Fecundam o chão;
Onde formigas
Se alimentam;
Corvos devoram
Um outro animal,
Como uma licença
Da morte que adverte
Sobre a transitoriedade
… Da vida.

(Danclads Lins de Andrade).

Brasileiro, nordestino, alagoano, advogado, cidadão comum, simples habitante deste planeta decadente... Rs... [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 8 comments for this article
  1. Romana Alves Xavier 13 de Junho de 2012 10:14

    Adorei! Lindo poema! Abraços, poeta.

  2. Marcos Silva
    Marcos Silva 13 de Junho de 2012 10:25

    São versos perturbadores e comoventes: quem é o devorado?

  3. Danclads Lins de Andrade 14 de Junho de 2012 13:49

    Obrigado, Romana pelo carinho.

    Abraços, poeta.

  4. Danclads Lins de Andrade 14 de Junho de 2012 13:52

    Marcos, este quadro de Van Gogh é assim, também, perturbador e comovente. Gostei da leitura que fizeste deste poema; era isto que queria passar.

    O devorado? O porvir que, no caso do animal, não virá.

  5. Anchieta Rolim 14 de Junho de 2012 16:50

    Danclads, parabéns por tão belo poema! Em minha opinião seu texto tem tudo a ver com a força que van Gohg passou para a tela. Alguns dizem que ” Corvos num campo de trigo” é seu último trabalho.

  6. Danclads Lins de Andrade 14 de Junho de 2012 17:15

    Anchieta, este quadro de Van Gogh é mesmo perturbador e, como eu lhe disse, naquele dia, os “corvos num campo de trigo” me instigaram e eu fiz este poema.

    E realmente foi o último trabalho do mestre holandês.

    Valeu, Anchieta!

  7. Denise 17 de Junho de 2012 23:50

    Se há algo passível de eternizar a transitoriedade da vida é o registro poético, pois é ad eternum. Tema tão vertiginoso este, mas no seu poema tão suavizado pela brevidade dos versos. Parece que até eles anseiam por acabar… Parabéns, Danclads.

  8. Danclads Lins de Andrade 21 de Junho de 2012 18:27

    Realmente Denise a transitoriedade da vida é um tema vertiginoso. Gostei da leitura que fizeste deste poema meu, pela suavidade que viste nele.

    Valeu, Denise!

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