Luís Carlos Guimarães, o proscrito

Por Jarbas Martins

Entre os inúmeros desserviços prestados pela atual admnistração do mau poeta, que é o Senhor Crispiniano Neto, à frente da Fundação José Augusto, uma reputo, particularmente, como de maior gravidade: o desrespeito à memória do poeta Luís Carlos Guimarães. Este sim, um poeta,um dos poucos nomes que ficarão na História da Literatura Norte-rio-grandense.E como o nome de poeta não lhe bastasse, acrescente-se ao currais-novense o nome de tradutor (Nelson Patriota e Marcos Silva, dois dos nossos mais importantes tradutores, assim o reconhecem). Com devoção e competência, através do ensaísmo crítico, Luís Carlos revelou nomes que vão desde os poetas da Geração dos Anos Sessenta às gerações mais recentes. Sua aguçada e honesta visão crítica fez com que ressuscitasse, num gesto de grandeza, o nome do seu conterrâneo José Bezerra Gomes, que andava esquecido, vitimado pelo preconceito (JBG era um doente mental). Esse gesto de grandez a, por parte de Luís Carlos, já não seria bastante ? Mas o mau poeta, que é o senhor Crispiniano Neto, entende que não, e lança ao ostracismo o nome desse grande currais-novense. Qual o feito de maior repercussão do poeta Crispiniano Neto ? Extinguir, de forma sorrateira, o Prêmio Luís Carlos Guimarães.Qual a razão do Prêmio não ter sido mais realizado ? O presidente da FJA deve-nos uma explicação. Por uma ironia do destino, Luís Carlos que tirou do esquecimento nomes como José Bezerra Gomes, que estendeu a sua nobre mão aos jovens poetas irrevelados do Rio Grande do Norte, seria contemplado pelo presidente da FJA, o mau poeta Crispiniano Neto, com o desprezo.

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