Luís poesia Carlos poeta Guimarães

Por Carlos Gurgel

Hoje {12}, na abertura da exposição de pertences do poeta Luis Carlos Guimarães, lá na galeria da FJA, li esse texto. Dos poetas da geração do Luis, ele era o que eu mais tinha aproximação. Uma amizade enorme, consideração, profundo respeito. Assim ele sempre foi, um camarada. Tão único que os pássaros pousavam no seu pensamento e adormeciam.
um forte abraço Tácito

Luis passou a vida amando. Amou seu semelhante tão demasiadamente, que se esqueceu de se amar. Mas, de amar todos que por ele amavam, criou uma força tão bonita, incomensuravelmente bela, que o amor resplandecia ao redor dos seus olhos.

Seus olhos, como duas tochas acesas, iluminavam o mais escuro lugar. Com os seus olhos incandescentes, a vida, assim como seus dias e noites, era pretexto para magias e celebrações.

Luis, assim como seus olhos, por onde passava, conquistava e inaugurava um novo modo de ser. Luis, e os seus olhos, descobriam que o mistério da vida, é como um novelo de sonhos. Como uma rosa que brota do silêncio e voa. Como uma esperança que se espalha ao redor das displicências humanas.

Luis, de tão poeta, se sentia assim, como um mensageiro de chuvas e luas. Como uma abençoada criatura, que plantava a paz ao redor de cactos e lágrimas.

E nunca desistia de escutar e observar os mais pobres. Os seus olhos, assim como seu coração, distinguiam o vendaval que a instantaneidade de um gesto produz.

Os olhos de Luis, seu coração e seus passos, são como uma constelação de benditos e sagrados salmos. Tão secretamente preciosos que jamais alguém foi contra o seu silêncio. Porque, quando o poeta prefere o silêncio, é como se uma sombra acompanhasse a sorte de todo aquele que vive a chuva de um desejo ímpar.

Assim era Luis. Assim é Luís. Uma grande luz, um intenso farol, que multiplica em nós, a vontade de sorrir e ser eterno.

Comments

There are 5 comments for this article
  1. Jarbas Martins 13 de Maio de 2011 10:17

    poeta falando de outro poeta, um carlos falando de outro carlos.
    diálogo paralelo infinitivamente belo.

  2. Erivan 13 de Maio de 2011 11:52

    Existe algum livro de Luis Carlos Guimarães que eu possa encontrar em livraria ou há um site com a obra completa?

  3. Carlos Gurgel 13 de Maio de 2011 13:48

    verbal abraço natal martins

  4. Suely Nobre Felipe 14 de Maio de 2011 20:19

    Um recado ao Erivan.

    “Cada homem tem um rio em sua vida.
    Tenho um rio nordestino tatuado nos meus olhos”. Luis Carlos Guimarães.

    Não sabia ele que tinha além. Tinha um mar, um céu e um poema cravejados nos seus olhos.

    Sobre sites não saberia lhe informar. Mas, veja só! Vale percorrer todas as livrarias. Vale percorrer todos os sebos. Vale conversar com Abimael. Enfim, qualquer maneira de encontrar a obra do Luis Carlos Guimarães vale à pena. Qualquer maneira de CONHECER o Luis valerá!

  5. Erivan 15 de Maio de 2011 22:59

    Suely, obrigado pela estrofe.

    O fato é que acho que escondem o Luis Carlos Guimarães, escondem Oswaldo Lamartine entre outros.
    São tesouros da literatura potiguar que nunca são republicados.
    Embora já tenha lido e ouvido dezenas de entrevistados potiguares falando desses livros perdidos, maravilhosos e inacessíveis.

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