Luís poesia Carlos poeta Guimarães

Por Carlos Gurgel

Hoje {12}, na abertura da exposição de pertences do poeta Luis Carlos Guimarães, lá na galeria da FJA, li esse texto. Dos poetas da geração do Luis, ele era o que eu mais tinha aproximação. Uma amizade enorme, consideração, profundo respeito. Assim ele sempre foi, um camarada. Tão único que os pássaros pousavam no seu pensamento e adormeciam.
um forte abraço Tácito

Luis passou a vida amando. Amou seu semelhante tão demasiadamente, que se esqueceu de se amar. Mas, de amar todos que por ele amavam, criou uma força tão bonita, incomensuravelmente bela, que o amor resplandecia ao redor dos seus olhos.

Seus olhos, como duas tochas acesas, iluminavam o mais escuro lugar. Com os seus olhos incandescentes, a vida, assim como seus dias e noites, era pretexto para magias e celebrações.

Luis, assim como seus olhos, por onde passava, conquistava e inaugurava um novo modo de ser. Luis, e os seus olhos, descobriam que o mistério da vida, é como um novelo de sonhos. Como uma rosa que brota do silêncio e voa. Como uma esperança que se espalha ao redor das displicências humanas.

Luis, de tão poeta, se sentia assim, como um mensageiro de chuvas e luas. Como uma abençoada criatura, que plantava a paz ao redor de cactos e lágrimas.

E nunca desistia de escutar e observar os mais pobres. Os seus olhos, assim como seu coração, distinguiam o vendaval que a instantaneidade de um gesto produz.

Os olhos de Luis, seu coração e seus passos, são como uma constelação de benditos e sagrados salmos. Tão secretamente preciosos que jamais alguém foi contra o seu silêncio. Porque, quando o poeta prefere o silêncio, é como se uma sombra acompanhasse a sorte de todo aquele que vive a chuva de um desejo ímpar.

Assim era Luis. Assim é Luís. Uma grande luz, um intenso farol, que multiplica em nós, a vontade de sorrir e ser eterno.

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