Lupulismo: Voltei, confrade!

Não foi sem um aperto no peito que eu deixei nossa mesa vazia por dois anos, querido confrade. Como senti falta de nosso contato e dessa coluna (que agora, como pode perceber, tem um nome).

Mas, agora, passado esse hiato, cá estamos novamente trocando ideia sobre o fascinante universo da cerveja.

E como as coisas mudaram! Nem tudo foi para melhor, mas o saldo foi positivíssimo. A cada dia a cerveja artesanal desce do pedestal.

Surgem cada vez mais neófitos sedentos pelo novo buquê de sensações que o nosso pão líquido pode proporcionar. Bebemos com cada vez mais repertório e com cada vez menos frescura. Que bom.

O propósito do Lupulismo é se adequar à nova etapa da revolução cervejeira. Os habitués da coluna perceberão isso. Nossos temas vão sair do formato estilo/rótulo que adotávamos anteriormente. Não que a gente vá tergiversar disso, mas vamos expandir nossa pauta para temas atuais e discussões mais amplas. Com toda a falta de reverência que a cerveja merece.

E como toda boa conversa de bar, é claro que você tem total liberdade de discordar de mim! O que desejamos aqui é propor um ambiente de discussão e debate sobre esse momento ainda novo em terras tupiniquins. Óbvio, sem perdermos o respeito.

Em princípio, nossos bate-papos serão a cada três semanas (me perdoe, mas a antiga periodicidade semanal por ora é impraticável para o amigo aqui; quem sabe em um futuro).

Lupulismo: Dicas de leitura

Encarem poeticamente como se estivéssemos em processo de fermentação. Ficaria muito feliz com sua participação na proposta dos temas abordados nos próximos encontros. É triste deixar um cervejeiro falando sozinho!

 E é isso. Nosso papo de hoje foi basicamente uma (re)apresentação. Mas, que anfitrião chibata seria eu se deixasse meu querido amigo no seco, não é verdade?

Para deixá-lo afiado para o nosso próximo encontro, darei quatro dicas de leituras para ampliar seu repertório cervejeiro.  

1. Substantivo Plural: Como poderia deixar de fora nossos encontros anteriores? Foram quase 40 artigos desbravando alguns dos estilos e rótulos mais importantes que impulsionaram a revolução cervejeira. Leia tudo aqui.

2. “Vamos Falar de Cerveja”: Melissa Cole nos presenteia com um verdadeiro manual de como escolher, servir, degustar e aprender sobre cervejas.

3. “Cervejas, Brejas e Birras”: Organizado por Mauricio Beltramelli, apresenta o fenômeno cervejeiro de forma ampla e fala tanto da realidade internacional quanto do emergente surgimento de novas cervejarias brasileiras.

4. “Cerveja para leigos”: O diferencial desse livro são as informações valiosas para quem, além de provar, quer PRODUZIR sua própria cerveja.  

Já deixei a mesa reservada para o nosso próximo encontro, beleza? Vai ser incrível voltar a falar com os velhos confrades e com os novos lupulistas. Grande abraço, e saúde!

Beba la revolución!

Sommelier de Cervejas e Técnico Cervejeiro [ Ver todos os artigos ]

Comments

There is 1 comment for this article
  1. Raphael Vasconcelos 10 de Maio de 2019 10:14

    Um prazer poder ler sobre cervejas mesmo que de 3 em 3 semanas num papo fluido e reto. Parabéns pelo retorno, jovem. É certo que ainda encontrou cerveja em temperatura de consumo a sua espera. Saúde!

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