Mais pretos potiguares

Plínio Sanderson:

Gostei de ler seu texto sobre o RN e a consciência negra. Vc reitera a menor expressividade da população negra no território potiguar, tendo em vista características da Economia desde o período colonial. Muitos de nossos estudiosos afirmam isso, inclusive Câmara Cascudo. Mas um passeio visual pela população de nosso estado, hoje, dá impressão diferente. Até em ambientes de elite, como a universidade pública, a presença de peles mestiças é evidente – e muito benvinda, claro! Temos até o luxo de três negros de elite em nosso panteão literário: os irmãos Auta, Castriciano e Eloy. E Cascudo refere, na “História do RN”, acordos de alforria anteriores à abolição: o alforriado se comprometia a prestar serviços, como homem ou mulher livres , a quem o alforriou, até à morte deste ou desta.

Li uma edição de “Viajando o sertão” que inclui eruditos argumentos contra a visão de Cascudo sobre a escassez de afro-descendentes no RN, citando quilombo na região de Currais Novos. Mais recentemente, vi belas fotografias de remanescentes dessa população.

Abraços e cumprimentos:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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