Malditas e benditas agressões ao vernáculo

Às vezes os erros gritantes de português são muito bem-vindos (ou benvindos?). Costumo receber em minha caixa de e-mails cada aberração que, Deus me perdoe,  só mesmo bandidinhos baratos para mandarem mensagens daquela má qualidade, com vírus e tentativas de invasão de sistema.

Ontem recebi uma, oriunda de uma tal de Acessoria Juridica – advogacia (SIC), e que vinha assim:

“Prezado Cliente,

Consta em nosso sistema uma fatura vencida referente ao mês de Março ( 03 / 2011 )

caso não tenha efetuado o pagamento segue o extrato em anexo.

Agrandece a Gerência”

Sinceramente, você clicaria num link contido num e-mail com um texto como esse acima?

Graças a Deus, existem os que cometem tais erros. Senão, ficaria mais difícil identificar as mensagens falsas da net.

Mas, pensando bem, só não dá mesmo é pra perdoar os magistrais e doutorais erros contumazes, demasiados, frequentes, permanentes, continuados, multiplicados, repetidos, teimosos e mui irritantes que vemos por aí, aos punhados. Parece até brincadeira…

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 6 comments for this article
  1. Laélio Ferreira 24 de Março de 2011 10:18

    Lívio.

    Apreciei, deveras, o seu prolegomenal rodear (epa!) para chegar ao “por aí” – certeiro como um tomahawk…
    A calibragem do seu Global Positioning System anda tinindo – mais justa do que boca de bode caririense!

  2. Laélio Ferreira 24 de Março de 2011 10:29

    Em tempo, Lívio:

    Lendo, agorinha, um dos poemas do lado direito da telinha, não consigo resistir e me inspirando numa das imagens da poeta, lhe digo, emocionado:
    – Você, Lívio, é um nó cego!

  3. Lívio Oliveira 24 de Março de 2011 10:35

    Laélio, todos nós cometemos erros, eventualmente. Você sabe disso e – assim como eu faço – corrige-se quando os detecta ou deve reconhecê-los quando lhes são apontados. Agora, o duro (eeeepa!) é ter que aguentar os contumazes doutores em erros, aqueles que insistem terrivelmente com as agressões mais contundentes e desrespeitosas à nossa Língua Portuguesa. E ela não merece isso. Nem nós outros. Não é?

  4. Lívio Oliveira
    Lívio Oliveira 24 de Março de 2011 10:44

    Nó cego? Eu? Laélio, rapaz, deixe eu me divertir! rsrsrsrsrsrsrsrsrs

  5. Laélio Ferreira 24 de Março de 2011 11:13

    E vosmecê não acha que estou, também, me divertindo – e muito?!

  6. Lívio Oliveira
    Lívio Oliveira 24 de Março de 2011 18:13

    Ah! E ia esquecendo das traduções feitas por tradutores que transitam confortavelmente por praias ensolaradas carnavalescas e esquecidas, falando línguas desconhecidas até dos anjos e demônios. Traduzem tão bem, tão bem, sem que antes tenham conhecido a própria língua. Isso é, evidentemente, genial!
    Oh! Benditos expatriados provisórios! Que colossais gênios a humanidade possui hodiernamente!

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