Mamas maga.,

mama
maga
mãe
maga
amem

suga
a
mama
da
maga
amem

pupilas
leites
cristalizados
na
mama
da
maga
amem

mamem
mamei
mamarei
as mamas
da maga
amem

feliz
cidade
ela
está
amem

doces
seios
cios
nas
mamas
da
maga
amem…

Comentários

Há 12 comentários para esta postagem
  1. Sidora Paiva 27 de outubro de 2012 8:14

    Legal um debate de alto nível. Mestre Jarbas é o maior de todos. Queria ler seus artigos, ensaios e livros. Onde posso encontrar?

  2. Johnny Cavia 25 de outubro de 2012 15:21

    Tumamas, acho que era grafado assim, pertencia a dois casais, um deles Dadá Carrapato(onde andará Adalberto?) e o outro Paulo Barossi e mulher, fotografo da tribuna por um tempo e depois dono do Na Kombi, ótima casa de sushi e quetais de SP. Fui algumas vezes no ‘Tumamas’, era meio amador mas clima legal.1980? 1981?

  3. ORENY JUNIOR 25 de outubro de 2012 12:12

    Liliane, você venceu:
    1 – “Maga” é apelido da minha esposa, por ser magrinha.
    2 – Recentemente ela tirou um cisto na mama direita e foi um sucesso, graças a Deus.
    3 – Dentro da alegria familiar, corrí pro abraço e fiz esse poema.
    4 – Mas o interessante é esse aconchego, essa interação de idéias, interpretações dos colegas pluralistas, valeu!
    Abração!!

  4. Anchieta Rolim 25 de outubro de 2012 11:06

    Lívio, a manga rosa rodando vai…Jarbas Martins, prazer em conhecê-lo pessoalmente. Gostei do seu alto astral.

  5. Jarbas Martins 25 de outubro de 2012 8:02

    Que você quer mais, cara Liliane, pergunto (nesse novo computador não sei usar a interrogação).Este poema de Oreny foi feito nuito mais para o ouvido do que se pensa. Pede musica. O poeta e compositor mossoroense Antonio Ronaldo extrairia daí um rap de enternecer Lampião.e Jararaca. Conhece aquela música que Marisa Monte canta, letra do grande poeta Arnaldo Antunes:.”Bem leve leve releve quem pouse a pele…etc (pergunto). Este poema de Oreny Jr. é irmão siamês do poema de Antunes.E haja pós-minimalismo concretista, pós-surrealismo, e a semântica que se dane.Poesia não é bula de remédio não. Ou pode ser, porque acabei de ler uma agora, e não entendi nada.Tenha fé, cara Liliane: ponha música no poema, agite e cante. Você vai ver que faz sentido.Abraços.

  6. Lívio Oliveira 25 de outubro de 2012 6:40

    Esse é um texto mais poético-musical que poético no sentido estrito. Acredito que Jarbas já sinaliza isso quando afirma: “Essa identificação se apresenta também em muitas letras de músicas de nossos compositores”. Mas, pra mim, a prova cabal é essa letra de composição musical do cearense Ednardo (aliás, as semelhanças temáticas e vocabulares são várias, apesar de se bifurcarem na dicotomia edípico-sexual):

    “A MANGA ROSA

    A manga rosa, Maria Rosa
    Rosa Maira Joana
    Peitos gostosos, rosados doces mama
    Mama mamãe
    Teu sumo escorre da minha boca
    Entre aberta a porta por onde entra e por onde sai
    Por onde entra e sai o mundo, mundo
    Balança a fronde farta mangueira
    E mata a fome morto a fome
    Ou Mata imensa mata imensa massa Florados cachos
    De verde amarelo maduro fruto
    Que pro nosso gozo vem, amém
    Mamem, amém”

  7. Luis Sávio Dantas 24 de outubro de 2012 22:12

    Existiu um bar em Ponta Negra que pertenceu a Dadá Carrapato, que se chamava Tu Mamas ?, ou será o tal complexo de Édipo ?, Numa coisa eu tenho que concordar com o poeta, os ceios são doces, e para mim, no sexo faz a diferença.

  8. Oreny Júnior 24 de outubro de 2012 20:01

    Obrigado, Jarbas, meu poeta/professor, Anchieta, Liliane, pelos comentários…
    Jarbas, tenho fortes influências do poema concreto, admiro o poema processo, Falves, Moacy..
    Liliane, decifrar esse poema é…fica na sua admiração e leitura pessoal.
    Tácito, querido, fico grato pelas postagens..
    Felicidades a todos!!

  9. LILIANE FEITOSA 24 de outubro de 2012 18:08

    Um poema extremamente bem feito, lindo, porém não entendi, será que algum crítico, sinceramente, poderia me ajudar a decifrar? Obrigada.

  10. Anchieta Rolim 24 de outubro de 2012 17:25

    GOSTEI!

  11. Jarbas Martins 24 de outubro de 2012 16:45

    ERRATA; 46 anos

  12. Jarbas Martins 24 de outubro de 2012 16:43

    Não participei do movimento do Poema-proceso e sim do Grupo DÉS, que lançou em nossa taba a Poesia Concreta- tão esquecida, em seus 66 anos. Assinei, juntamente com Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Fernando Pimenta, João Charlier, Juliano Siqueira, Moacy Cirne e Ribamar Gurgel. o manifesto “Por uma poesia revolucionária, formal e tematicamente”. Diferentemente do grupo NOIGANDRES de São Paulo (os irmãos Campos e Décio Pignatari), o Grupo DÉS dava ênfase à temática política, e se mantinha mais ligada à palavra e ao seu sagrado suporte – o livro. Reconheço hoje que o Poema-processo foi, entre nós, muito mais produtivo e criativo que o nosso grupo concretista. Mas não há como deixar de reconhecer também que,conscientemente ou não, na boa poesia de Oreny Jr.,Anchieta Rolim, em certos poemas de Jota Medeiros, Lívio Oliveira e Paulo de Tarso Correia de Melo, haja traços de identificação com a nossa proposta poética. Pelo menos no campo estritamente verbal, formal e semântico. Essa identificação se apresenta também em muitas letras de músicas de nossos compositores.Não quero dizer, caro Oreny, que tenhamos sido uma espécie de prógonos de poetas como você e os outros que citei. É que esta maneira de fazer poesia muito me agrada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo