Manhã de domingo

“Despertou com a mão dele em sua coxa, abria caminho entre suas pernas. Fingiu dormir. Ele continuou. Gemeu. Ele, então, colocou um dos braços sob o seu corpo e a enlaçou trazendo-a para mais perto. Abraçou-a com força.

Sentiu o cheiro de sono dele, o calor de sua nuca, sentiu conforto.

A luz que vinha da porta a incomodava, moveu o corpo para que ele mudasse de posição. Ele colocou o corpo sobre o dela, apoiava-se nos braços e a beijava no pescoço. Abriu os olhos, trouxe com as mãos o seu rosto, olhou cada traço, desenhou-o na memória. Este, que ela descobria, era pouco diferente daquele que ela sonhara.

Beijou os olhos que a olhavam ternos.

Pediu para que soltasse o corpo, deixasse o peso todo sobre ela. Queria sentir que ele era real. Queria inscrever aquele corpo no dela. ” ELIANNE DIZ (http://lauravive.blogspot.com/)

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