Manuel e Manoel

Por Juliana Trentini

E meu sono foi levado pela inquietação da poesia
hora me sorria e hora me chorava

Entre Manuel e Manoel
estrela e chão

canto à luz noturna
laços
lágrimas
riso

e de infância
em infância
oscilo
por dois amores
meu pensamento pertence
ao cinza e às cores

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Anchieta Rolim 28 de novembro de 2011 0:08

    Bela poesia Juliana. Parabéns!

  2. Oreny Júnior 27 de novembro de 2011 13:13

    divino,

  3. Anchella Monte 27 de novembro de 2011 10:35

    “Vi uma estrela tão alta, / Vi uma estrela tão fria! / Vi uma estrela luzindo / Na minha vida vazia.” Manuel Bandeira e suas estrelas, a vida vazia repleta de poemas que se abrem para a luz. Ainda quando em companhia da sombra da morte, o brilho das estrelas em tudo fica respingado. “Opero por semelhanças./ Retiro semelhanças de pessoas com árvores/ de pessoas com rãs/ de pessoas com pedras/ etc etc./ Retiro semelhanças de árvores comigo.” Manoel de Barros é o chão que sustenta a rã, a árvore, a pedra e o pássaro (que tem uma vida no céu, mas sua base é o chão). Manoel de Barros é barro, faz o homem com água e terra, faz a vida. No poema Manuel e Manoel Juliana consegue reunir os dois poetas (ou dois “eus” líricos) naquilo que tão fortemente compartilham com o leitor: a infância. Belo poema este, Manuel e Manoel. Anchella

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